domingo, 10 de novembro de 2013
Rotina do cafézinho
Quando eu morava no Brasil eu não tomava café de jeito nenhum. Nem chocolate quente. Só tomava um cházinho de vez em quando e olhe lá.
Pano.
Aportei na terra do croissant no século passado. Aportei mesmo, a primeira vez que pisei na França eu cheguei por uma travessia de barco vinda da Inglaterra. Passeio legal, mas chato na época: não havia internet! Fiquei lendo no convés, tomando um solzinho. Foi muito bom!
Uma vez em Paris era estudante de francês de manhã, jeune fille au-pair à tarde, e jovem estrangeira descobrindo Paris depois do jantar.
Meus dias se resumiam a isso, o curso começava às 8h da manha, e ia dormir tarde. As vezes beeem tarde. Ou mesmo, as vezes ia dormir cedo, já era o dia seguinte.
Acontecia de não dormir. De passar a noite na balada com as colegas de curso de francês, todas estrangeiras, todas au-pair. Passar em casa para tomar um banho, trocar de roupa, pegar os cadernos e ir às aulas.
Nunca faltei aula por causa de balada. Era um compromisso que eu tinha comigo mesma.
Pois então, para ficar acordada precisava beber algo que me mantivesse acordada. Nada melhor que um cafézinho, não é?
Descobri o café brasileiro na França. "Chose de loque", como dizia (ou ainda fala!) o Jô Soares.
Pano.
Os anos passaram. Os estudos passaram e foram terminados. Virei funcionaria (quase) padrão. E adquiri alguns hábitos parisienses.
Ir no café, como são chamados os bares brasserie. Eles existem em várias esquinas de Paris, são de vários tipos (badalados, de bairro, meia boca, pé sujo).
Entrar, pedir um café, um copo de água e ficar olhando as modas.
Esporte nacional parisiense: no verão, escolher um café com terrasse (mesas na calçada), no sol, e ficar ali no bronze, olhando as modas, papeando com amigos. Quando está quente (temperatura de Paris heim?) pede-se un demi (um copo de cerveja para quem gosta), un verre de blanc ou rosé bien frais (um vinho branco ou rosé fresquinho), ou uma água, ou um refrigerante, ou um café mesmo.
Maridô e eu criamos uma rotininha básica do domingo, colocamos em prática quando não temos nenhum compromisso ou não estamos viajando: o cafézinho de depois do almoço no café do bairro.
Ficamos no balcão, em geral empoleirados num banquinho de bar. Ficar no bar é ficar amigo do patrão. Só pegamos mesinha quando tem alguém com a gente.
Ficar no balcão é o melhor lugar para saber o que está acontecendo no bairro, na política, com o vizinho da esquina (que não conhcemos caro). Ficar no balcão é ficar conhecido até virar amigo do patrão.
Quando entramos, Thierry, o patrão, nos diz Bonjour Monsieur, Madame, deux petits cafés?
Voilà. Fazemos parte da paisagem do nosso café.
Madame Jocelyne, que serve as mesas aos domingos, faz o eco no bom dia.
Eu digo que é uma espécie de rede social IRL, in real life.
Como nas redes as pessoas se conhecem de vista, se falam rapidamente às vezes, mas nem sempre. Se dão bom dia, falam do tempo, da política, da greve da hora (sempre tem uma grevinha básica na França). Um Twitter falado. Cada frase é um tweet, as vezes vira conversa, as vezes não.
Sempre faço meu check in, sou a mayor do pedaço! Olha um pedaço de Thierry na foto!
As mesmas pessoas estão lá no balcão com a gente. Como não temos horário certo, nem todos os domingos vemos as mesmas pessoas. O que dá uma rotina bem variada. Podemos mostrar que reconhecemos algumas pessoas com um pequeno movimento da cabeça em direção à tal pessoa que reconhecemos ou que nos reconheceu. Além do bom dia geral quando entramos.
Há o político aposentado, não sabemos se ele foi senador, deputado, um escrivão da vida.
Há o ex-diplomata, também aposentado, com suas atividades variadas: vem almoçar com seu cachorro, um galgo que parece mais velho que ele, escole uma mesa perto da porta-janela. As vezes ele vem sem o cachorro e senta no balcão para almoçar. Ou vem depois do almoço para um cafézinho.

O açougueiro. NOSSO açougueiro do bairro. Fazemos nossas comprinhas domingo de manhã, feira, açougue. Depois das 14h, o açougueiro está lá no Thierry também. Ele e seu ajudante, tomam uma ou duas cervas, acompanhado de uma porção de fritas.
As vezes ele e Thierry fazem negócios: Thierry encomenda a carne da semana, ou para um prato especial. Sem anotar nada, de nenhum dos dois lados. Deve funcionar assim há anos.
O florista, qua passa rapidamente deixar o buquê que passa a semana no balcão ao lado do caixa. Um apero de mão do Thierry e já foi.
A senhora com seus cabelos brancos, com sua bengala e sua bolsa de vovó de outra época que almoça religiosamente sentada à mesma mesa. Sempre pede o prato do dia e seu copinho de vinho. Outro dia ela tomou dois copos. Ficou alegrinha. Thierry acompanhou-a até a porta do prédio dela, alguns metros adiante. Muito fofo.
O jovem bobo (bourgeois-bohème, um novo tipo de parisiense, escreverei em outro post sobre eles) chega, pede seu almoço, steak-fritas, ou um sandwich, um demi ou copo de vinho. Fica no telefone enviando SMS para o mundo inteiro, ou lendo o jornal, ou contando a balada da véspera, a próima viagem, para algum amigo.
As vezes, raramente passamos durante a semana, ou sábado. E' um outro mundo. Outros funcioários.
Nas primeiras vezes ficamos perturbados: Thierry estava lá, mas era mais dinâmico que aos domingos, falando mais forte.
Observando melhor e principalmente ouvindo, descobrimos que não era o Thierry, mas o Laurent, seu irmão gêmeo! E onde está o Thierry durante a semana? Na cozinha!
Papo vai, papo vem, terminamos nosso cafézinho. as vezes pedimos um outro, deux noisettes (café com um pingo de leite, ou a pessoa que serve acrescenta ela mesma o leite para você, ou colocam o potinho de leite para você se servir). E voltamos para casa ou partimos para nossos passeios de domingo.
Pano.
Aportei na terra do croissant no século passado. Aportei mesmo, a primeira vez que pisei na França eu cheguei por uma travessia de barco vinda da Inglaterra. Passeio legal, mas chato na época: não havia internet! Fiquei lendo no convés, tomando um solzinho. Foi muito bom!
Uma vez em Paris era estudante de francês de manhã, jeune fille au-pair à tarde, e jovem estrangeira descobrindo Paris depois do jantar.
Meus dias se resumiam a isso, o curso começava às 8h da manha, e ia dormir tarde. As vezes beeem tarde. Ou mesmo, as vezes ia dormir cedo, já era o dia seguinte.
Acontecia de não dormir. De passar a noite na balada com as colegas de curso de francês, todas estrangeiras, todas au-pair. Passar em casa para tomar um banho, trocar de roupa, pegar os cadernos e ir às aulas.
Nunca faltei aula por causa de balada. Era um compromisso que eu tinha comigo mesma.
Pois então, para ficar acordada precisava beber algo que me mantivesse acordada. Nada melhor que um cafézinho, não é?
Descobri o café brasileiro na França. "Chose de loque", como dizia (ou ainda fala!) o Jô Soares.
Pano.
Os anos passaram. Os estudos passaram e foram terminados. Virei funcionaria (quase) padrão. E adquiri alguns hábitos parisienses.
Ir no café, como são chamados os bares brasserie. Eles existem em várias esquinas de Paris, são de vários tipos (badalados, de bairro, meia boca, pé sujo).
Entrar, pedir um café, um copo de água e ficar olhando as modas.
Esporte nacional parisiense: no verão, escolher um café com terrasse (mesas na calçada), no sol, e ficar ali no bronze, olhando as modas, papeando com amigos. Quando está quente (temperatura de Paris heim?) pede-se un demi (um copo de cerveja para quem gosta), un verre de blanc ou rosé bien frais (um vinho branco ou rosé fresquinho), ou uma água, ou um refrigerante, ou um café mesmo.
Maridô e eu criamos uma rotininha básica do domingo, colocamos em prática quando não temos nenhum compromisso ou não estamos viajando: o cafézinho de depois do almoço no café do bairro.
Ficamos no balcão, em geral empoleirados num banquinho de bar. Ficar no bar é ficar amigo do patrão. Só pegamos mesinha quando tem alguém com a gente.
Ficar no balcão é o melhor lugar para saber o que está acontecendo no bairro, na política, com o vizinho da esquina (que não conhcemos caro). Ficar no balcão é ficar conhecido até virar amigo do patrão.
Quando entramos, Thierry, o patrão, nos diz Bonjour Monsieur, Madame, deux petits cafés?
Voilà. Fazemos parte da paisagem do nosso café.
Madame Jocelyne, que serve as mesas aos domingos, faz o eco no bom dia.
Eu digo que é uma espécie de rede social IRL, in real life.
Como nas redes as pessoas se conhecem de vista, se falam rapidamente às vezes, mas nem sempre. Se dão bom dia, falam do tempo, da política, da greve da hora (sempre tem uma grevinha básica na França). Um Twitter falado. Cada frase é um tweet, as vezes vira conversa, as vezes não.
Sempre faço meu check in, sou a mayor do pedaço! Olha um pedaço de Thierry na foto!
As mesmas pessoas estão lá no balcão com a gente. Como não temos horário certo, nem todos os domingos vemos as mesmas pessoas. O que dá uma rotina bem variada. Podemos mostrar que reconhecemos algumas pessoas com um pequeno movimento da cabeça em direção à tal pessoa que reconhecemos ou que nos reconheceu. Além do bom dia geral quando entramos.
Há o político aposentado, não sabemos se ele foi senador, deputado, um escrivão da vida.
Há o ex-diplomata, também aposentado, com suas atividades variadas: vem almoçar com seu cachorro, um galgo que parece mais velho que ele, escole uma mesa perto da porta-janela. As vezes ele vem sem o cachorro e senta no balcão para almoçar. Ou vem depois do almoço para um cafézinho.
O açougueiro. NOSSO açougueiro do bairro. Fazemos nossas comprinhas domingo de manhã, feira, açougue. Depois das 14h, o açougueiro está lá no Thierry também. Ele e seu ajudante, tomam uma ou duas cervas, acompanhado de uma porção de fritas.
As vezes ele e Thierry fazem negócios: Thierry encomenda a carne da semana, ou para um prato especial. Sem anotar nada, de nenhum dos dois lados. Deve funcionar assim há anos.
O florista, qua passa rapidamente deixar o buquê que passa a semana no balcão ao lado do caixa. Um apero de mão do Thierry e já foi.
A senhora com seus cabelos brancos, com sua bengala e sua bolsa de vovó de outra época que almoça religiosamente sentada à mesma mesa. Sempre pede o prato do dia e seu copinho de vinho. Outro dia ela tomou dois copos. Ficou alegrinha. Thierry acompanhou-a até a porta do prédio dela, alguns metros adiante. Muito fofo.
O jovem bobo (bourgeois-bohème, um novo tipo de parisiense, escreverei em outro post sobre eles) chega, pede seu almoço, steak-fritas, ou um sandwich, um demi ou copo de vinho. Fica no telefone enviando SMS para o mundo inteiro, ou lendo o jornal, ou contando a balada da véspera, a próima viagem, para algum amigo.
As vezes, raramente passamos durante a semana, ou sábado. E' um outro mundo. Outros funcioários.
Nas primeiras vezes ficamos perturbados: Thierry estava lá, mas era mais dinâmico que aos domingos, falando mais forte.
Observando melhor e principalmente ouvindo, descobrimos que não era o Thierry, mas o Laurent, seu irmão gêmeo! E onde está o Thierry durante a semana? Na cozinha!
Papo vai, papo vem, terminamos nosso cafézinho. as vezes pedimos um outro, deux noisettes (café com um pingo de leite, ou a pessoa que serve acrescenta ela mesma o leite para você, ou colocam o potinho de leite para você se servir). E voltamos para casa ou partimos para nossos passeios de domingo.
sábado, 9 de novembro de 2013
Tem cada uma...
Minha colega de trabalho não tem religião, ela não é católica, não é muçulmana, não é espírita nem acredita em orixás.
O que lhe interessa são alguns lados da filosifia budista, sem se sentir uma ou querer ser uma budista.
Ela acredita na força da Natureza, no ser humano (acho eu).
A Natureza é importante, por isso não devemos destruí-la.
A Natureza é tudo de bom: vegetais, animais, flora, fauna e outros bichos.
Não devemos agredir a Natureza, ela existe e está aí para nosso bem estar - nós somos a Natureza, também.
Não devemos esmagar ninguém.
Tinha uma aranhinha na mesa dela. Parte da Natureza. Não devemos esmagá-la. Ela colocou um pedaço de papel em cima de sua mesa, impedindo-a de trabalhar. A bichinha "subiu" no papel. Ela colocou o papel perto de uma prateleira, um pouco afastado de sua mesa.
Trabalhamos numa sala fechada, somos quatro pessoas.
Não podemos esmagar a Natureza.
Juro que se essa natureza aí aparecer na MINHA mesa, dou uma de Termitora...
Up date : Um post de 2006/2007 que "subiu" sozinho hoje. blog mal assombrado? Oh!!
O que lhe interessa são alguns lados da filosifia budista, sem se sentir uma ou querer ser uma budista.
Ela acredita na força da Natureza, no ser humano (acho eu).
A Natureza é importante, por isso não devemos destruí-la.
A Natureza é tudo de bom: vegetais, animais, flora, fauna e outros bichos.
Não devemos agredir a Natureza, ela existe e está aí para nosso bem estar - nós somos a Natureza, também.
Não devemos esmagar ninguém.
Tinha uma aranhinha na mesa dela. Parte da Natureza. Não devemos esmagá-la. Ela colocou um pedaço de papel em cima de sua mesa, impedindo-a de trabalhar. A bichinha "subiu" no papel. Ela colocou o papel perto de uma prateleira, um pouco afastado de sua mesa.
Trabalhamos numa sala fechada, somos quatro pessoas.
Não podemos esmagar a Natureza.
Juro que se essa natureza aí aparecer na MINHA mesa, dou uma de Termitora...
Up date : Um post de 2006/2007 que "subiu" sozinho hoje. blog mal assombrado? Oh!!
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Museu do Louvre - Comemorando 220 anos
Vamos dar parabéns para ele !
1789. Revolução Francesa. Rei deposto, nobreza emigra, bens são tomados ouu deixados para trás nas residências e palácios. O governo revolucionário tem homens visionários em seu seio e não destrõem tudo o que foi deixado para trás.
Em 1791 um decreto da Assembléia consacra o Louvre como um lugar para a « reunião de todos os monumentos das ciências et das artes ».
Em 10 de agosto de 1793 é aberto o Museu Central das Artes. Sob a tutela do Ministério do Interior, ele é administrado por artistas pintores, escultores e um arquiteto (Hubert Robert, Fragonard, Vincent, Pajou, Wailly). A entrada é gratuita e o espaço é aberto em prioridade aos artistas durante a semana e aberto ao público em geral durante os finais de semana.
As obras expostas são por sua maior parte pinturas oriundas das coleções reais apreendidas, ou bens de emigrantes que fugiram do país. O espaço do museu nesta época corresponde ao Salão Quadrado (Salon Carré) e à Grande Galeria.
Aos poucos as coleções aumentam e ocupam todos os espaços do palácio. A partir de 1798 pinturas italianas das coleções pontificais de Veneza chegam em Paris, assim como outras obras adquiridas durante das campanhas de Napoleão. Estas aquisições formam o Museu Napoleão que abre de 1802 até 1815.
Quando Napoleão é destituído este museu fecha após as nações que tiveram suas obras tomada vieram recuperar seus bens. O Museu central continuou aberto pois seu acervo eram obras do país (as tais conficasdas à partir de 1789).
Em 1800 para comemorar o golpe de Estado (18 Brumário) os apartamentos da Ana da Áustria recebem as esculturas da antiguidade. Foi o melhor lugar para colocá-las pois estas esculturas sendo muito pesadas, o único meio para expô-las era colocá-las no térreo, não haveria perigo de que o chão cedesse. Por sua localização no prédio esta parte torna-se a entrada do museu. Ficou situado ali até a construção da pirâmide (inaugurada em 1989).
Entre 1804 e 1811 diversas obras são realizadas para melhorar o museu inclusive uma nova maneira de iluminar a Grande Galeria fazendo-se aberturas ovais no teto e telhado da mesma para garantir uma iluminação zenital.
Durante os séculos 19 e 20 o museu continuou a aumentar e ter suas coleções enriquecidas por doações e aquisições. Era um conjunto de mini museus dentro de un grande museu.
As coleções egípcias fazem sua entrada em 1827, no museu Carlos X. Jean-François Champollion (1790-1832) o grande descobridor da tradução dos hieróglifos, é nomeado deste 1826 para dirigir e organizar as coleções egípcias. Em 1847 é inaugurado o museu Assírio dando origem assim o museu à arte islâmica que sera realmente aumentada e valorizada à partir de 1922 com a doação de uma coleção particular.
Uma grande coleção é adquirida em 1861, a Coleção Campana com mais de 11.000 objetos de arte entre pinturas, e obras da antiguidade com um destaque especial para a coleção de cerâmica grega.
A partir de 1882 o edifício é quase totalmente dedicado à cultura. O Ministério das Finanças fica ali instalado até 1989 (ocupando entre outros espaços os apartamentos de Napoleão III, parte do Pavillon de Flore).
O Museu das Artes Decorativas anexado ao Museu do Louvre é inaugurado em 1905 e foi criado impulsionado pelas exposições universais que aconteceram em Paris alguns anos antes.
Durante a Segunda Guerra Mundial as obras do museu foram tiradas do prédio, enviadas ao castelo de Chambord e depois despachadas em vários lugares da França. Durante a Ocupação, desde 1940, o Museu abriu suas portas, mesmo se encontrando vazio de suas coleções podia apresentar cópias e modelagens de obras.
Após a Segunda Guerra planos para reorganização do museu e regrupamento das obras de arte foram feitos. Assim em 1945 as coleções asiáticas são transferidas para o Museu Guimet.
A partir de 1947 um espaço dedicado ao Museu Impressionista é criado. Mas quando começou a faltar espaço, estas coleções foram transferidas em 1986 para um museu criado para recebê-las : o Museu d’Orsay.
De julho de 1983 até 1989 o Louvre passou por grandes obras, construção da pirâmide, a nova grande entrada, organização interna das salas, construção da área de lazer/compras e praça de alimentação.
Somente em 1993 o Museu passa sob a tutela do Ministério da Cultura o que lhe dá uma maior autonomia na sua gestão. Hoje em dia o museu é um espaço gigantesco, com obras de arte indo da antiguidade até 1914, abrangendo várias épocas e lugares do mundo. Também oferece exposições temporárias de âmbito internacional, ciclos de debates e de projeção de filmes.
Voltando um pouco no tempo... a Escola do Louvre funciona no palácio desde sua fundação em 1882. Desde 1972 a escola é situada no Pavilhão de Flora. Durante alguns anos os estudos estavam divididos entre o antigo anfiteatro situado no 34 Quai François Mitterand (onde comecei !), a biblioteca e uma outra sala de aula ficavam no Pavilhão de Flora e as aulas práticas diante das obras do museu (do Louvre ou en outros segundo a época estudada).
A partir de 1994 o novo anfiteatro foi inaugurado, amphithéatre Rohan, com entrada pelo Carrousel do Louvre (ou pelo 99, rue de Rivoli). A biblioteca mudou-se durante uns anos para um outro endereço dentro de Paris e depois voltou para Flora quando as novas instalações nesta ala Flora foram inauguradas em 1998.
Segundo uma estimação que podemos ler por aí pela internet, se vôce entrar hoje no Museu e ficar 5 meses sem sair, passando mais ou menos um minuto na frente de cada obra você talvez veja todas as obras expostas. Faltará a reserva do museu, que é uma mini cidade no subosolo do edifício e que comporta mais do que o dobro das obras expostas.
1789. Revolução Francesa. Rei deposto, nobreza emigra, bens são tomados ouu deixados para trás nas residências e palácios. O governo revolucionário tem homens visionários em seu seio e não destrõem tudo o que foi deixado para trás.
Em 1791 um decreto da Assembléia consacra o Louvre como um lugar para a « reunião de todos os monumentos das ciências et das artes ».
Em 10 de agosto de 1793 é aberto o Museu Central das Artes. Sob a tutela do Ministério do Interior, ele é administrado por artistas pintores, escultores e um arquiteto (Hubert Robert, Fragonard, Vincent, Pajou, Wailly). A entrada é gratuita e o espaço é aberto em prioridade aos artistas durante a semana e aberto ao público em geral durante os finais de semana.
As obras expostas são por sua maior parte pinturas oriundas das coleções reais apreendidas, ou bens de emigrantes que fugiram do país. O espaço do museu nesta época corresponde ao Salão Quadrado (Salon Carré) e à Grande Galeria.
Aos poucos as coleções aumentam e ocupam todos os espaços do palácio. A partir de 1798 pinturas italianas das coleções pontificais de Veneza chegam em Paris, assim como outras obras adquiridas durante das campanhas de Napoleão. Estas aquisições formam o Museu Napoleão que abre de 1802 até 1815.
Quando Napoleão é destituído este museu fecha após as nações que tiveram suas obras tomada vieram recuperar seus bens. O Museu central continuou aberto pois seu acervo eram obras do país (as tais conficasdas à partir de 1789).
Em 1800 para comemorar o golpe de Estado (18 Brumário) os apartamentos da Ana da Áustria recebem as esculturas da antiguidade. Foi o melhor lugar para colocá-las pois estas esculturas sendo muito pesadas, o único meio para expô-las era colocá-las no térreo, não haveria perigo de que o chão cedesse. Por sua localização no prédio esta parte torna-se a entrada do museu. Ficou situado ali até a construção da pirâmide (inaugurada em 1989).
Entre 1804 e 1811 diversas obras são realizadas para melhorar o museu inclusive uma nova maneira de iluminar a Grande Galeria fazendo-se aberturas ovais no teto e telhado da mesma para garantir uma iluminação zenital.
Durante os séculos 19 e 20 o museu continuou a aumentar e ter suas coleções enriquecidas por doações e aquisições. Era um conjunto de mini museus dentro de un grande museu.
As coleções egípcias fazem sua entrada em 1827, no museu Carlos X. Jean-François Champollion (1790-1832) o grande descobridor da tradução dos hieróglifos, é nomeado deste 1826 para dirigir e organizar as coleções egípcias. Em 1847 é inaugurado o museu Assírio dando origem assim o museu à arte islâmica que sera realmente aumentada e valorizada à partir de 1922 com a doação de uma coleção particular.
Uma grande coleção é adquirida em 1861, a Coleção Campana com mais de 11.000 objetos de arte entre pinturas, e obras da antiguidade com um destaque especial para a coleção de cerâmica grega.
A partir de 1882 o edifício é quase totalmente dedicado à cultura. O Ministério das Finanças fica ali instalado até 1989 (ocupando entre outros espaços os apartamentos de Napoleão III, parte do Pavillon de Flore).
O Museu das Artes Decorativas anexado ao Museu do Louvre é inaugurado em 1905 e foi criado impulsionado pelas exposições universais que aconteceram em Paris alguns anos antes.
Durante a Segunda Guerra Mundial as obras do museu foram tiradas do prédio, enviadas ao castelo de Chambord e depois despachadas em vários lugares da França. Durante a Ocupação, desde 1940, o Museu abriu suas portas, mesmo se encontrando vazio de suas coleções podia apresentar cópias e modelagens de obras.
Após a Segunda Guerra planos para reorganização do museu e regrupamento das obras de arte foram feitos. Assim em 1945 as coleções asiáticas são transferidas para o Museu Guimet.
A partir de 1947 um espaço dedicado ao Museu Impressionista é criado. Mas quando começou a faltar espaço, estas coleções foram transferidas em 1986 para um museu criado para recebê-las : o Museu d’Orsay.

Somente em 1993 o Museu passa sob a tutela do Ministério da Cultura o que lhe dá uma maior autonomia na sua gestão. Hoje em dia o museu é um espaço gigantesco, com obras de arte indo da antiguidade até 1914, abrangendo várias épocas e lugares do mundo. Também oferece exposições temporárias de âmbito internacional, ciclos de debates e de projeção de filmes.
Voltando um pouco no tempo... a Escola do Louvre funciona no palácio desde sua fundação em 1882. Desde 1972 a escola é situada no Pavilhão de Flora. Durante alguns anos os estudos estavam divididos entre o antigo anfiteatro situado no 34 Quai François Mitterand (onde comecei !), a biblioteca e uma outra sala de aula ficavam no Pavilhão de Flora e as aulas práticas diante das obras do museu (do Louvre ou en outros segundo a época estudada).
A partir de 1994 o novo anfiteatro foi inaugurado, amphithéatre Rohan, com entrada pelo Carrousel do Louvre (ou pelo 99, rue de Rivoli). A biblioteca mudou-se durante uns anos para um outro endereço dentro de Paris e depois voltou para Flora quando as novas instalações nesta ala Flora foram inauguradas em 1998.
Segundo uma estimação que podemos ler por aí pela internet, se vôce entrar hoje no Museu e ficar 5 meses sem sair, passando mais ou menos um minuto na frente de cada obra você talvez veja todas as obras expostas. Faltará a reserva do museu, que é uma mini cidade no subosolo do edifício e que comporta mais do que o dobro das obras expostas.
domingo, 3 de novembro de 2013
Museus da cidade de Paris: passeios gratuitos
Uma boa pedida para quem está em Paris e viajando com pouco dinheiro ou para quem já veio algumas vezes e quer descobir outros lugares é ir dar uma olhadinha nos museus municipais.
A maior parte do tempo não há filas gigantescas para entrar e as obras apresentadas nestes museus valem a pena serem vistas.
Dos 14 museus da cidade 11 são gratuitos. Em geral eles estão fechados às segundas feiras. São museus, casas de artistas e museus de mecenas.
Todos estes museus abrem em geral de terça à domingo das 10 às 18h e estão fechados às segundas e feriados.
A entrada nos museus em geral é permitida até 45 minutos antes da hora de fechar.
Atenção : segundo a disposição do museu, a entrada pode ser cobrada durante exposições temporárias
1 - Musée Carnavalet
23 rue de Sévigné 75003 Paris
Site do museu
Situado no charmoso bairro do Marais, este museu é dedicado à história de Paris. Durante sua visita você poderá ver sinalizadores de lojas, mapas, pinturas do Renascimento e da Revolução francesa.
2 - Petit Palais
Avenue Winston Churchill 75008 Paris
Site do museu
O museu de belas artes da cidade de Paris. Pertíssimo dos Champs Elysées, você pode programar a visita do museu durante seu percurso pelo bairro.
Como o Grand Palais logo em frente, o Petit Palais foi construído para a Exposição Universal de 1900 que aconteceu em Paris. O prédio virou museu já em 1902, pouco depois do fim da exposição. A coleção de obras de arte foram enriquecidas aos poucos através de doações e de aquisições. Por isto as obras apresentadas no museu são ecléticas e não há nenhuma especialização.
O prédio semi circular com um agradável pátio onde se pode parar para descansar (quando não está frio!) já vale a visita.
3 - Musée d'Art Moderne de la ville de Paris
11, av. du Président Wilson 75116 Paris
Site do museu
Dedicado à arte moderna. Descoberta desta época visitando um museu de tamanho agradével.
As exposições temporárias são pagas, mas muitas vezes valem à pena.
4 - Musée de la vie romantique
Hotel Renan-Scheffer - 16, rue Chaptal 75009 Paris
Site do museu
A visita é para ser programada no dia do passeio por Montmartre. A visita oferece um rápido passeio pela época romântica, sendo apresentados no térreo pertences da escritora George Sand - retratos, móveis e bijuterias dos séculos 17 e 18, no primeiro andar obras do pintor Ary Scheffer e outros pintores da mesma época.
De arço à outubro o salão de chá situado na estufa do museu, Un thé dans le Jardin (Um chá no Jardim) é uma ótima pedida para fazer um lanchinho e descnasar antes de continuar o passeio.
5 - Musée Bourdelle
18, rue Antoine Bourdelle 75015 Paris
Site
O ateliê onde o escultor trabalhou desde 1885. ele trabalhou com o Rodin durante 15 anos. Ele foi professor de muitos artistas que ficaram famosos depois como Matisse, Maillol e Giacometti.
6 - Musée Cernuschi - museu das artes da Asia
7 avenue Vélasquez 75008 Paris
Site
Situado em um hôtel particulier do século 19 ele foi inaugurado em 1898 o que faz dele um dos mais antigos da cidade. Ele é o segundo museu de arte asiática da França (o primeiro é o Musée Guimet) e o quinto maior museu de arte chinesa da Europa. Apresenta obras chinesas, japonesas, coreanas e vietnamita.
O museu comeou apresentando as obras adquiradas por Henri Cernuschi durante suas viagens e como outros museus é continuamente enriquecido.
7 - Maison de Balzac
47, rue Raynouard 75016 Paris
Site
Situada entre os antigos vilarejos de Passy de de Auteuil, onde Balzac escreveu a maior parte da sua obra. Pode-se contemplar a cidade de Paris dos bancos do jardim. E' um museu literário. Apresenta manuscritos, edições originais e outros objetos ligados à vida e obra do escritor.
8 - Maison de Victor Hugo
Hôtel de Rohan-Guéménée 6, place des Vosges 75004 Paris
Site
Outro museu literário da cidade (existem três). A fachada de tijolos vermelhos segue a arquitetura renascentista da Place des Vosges.
Retrata a vida do escritor antes, durante e depois do exílio. Ele viveu nesta casa 1832 a 1848.
9 - Musée Zadkine
100 bis, rue d'Assas 75006 Paris
Site
Casa do escultor onde ele morou de 1928 até sua morte em 1967. Retraça a vida e a obra do escultor. Pequeno museu reformado ha pouco tempo.
10 - Musée Cognac-Jay
8, rue Elzévir 75003 Paris
Site
Situado em um hôtel particulier da época renascentista ele é dedicado à pintura do século 18. Apresenta a coleção iniciada por ele e sua esposa. Constitui a apresentação da ascensão social de alguns personagens so fianl do século 19 devido ao desenvolvimento dos grands magasins (lojas de departamento). Ele e sua esposa fundaram a Samaritaine. Infelizmente esta loja de departamentos fechou há alguns anos. Alguns dos prédios que constituitam esta loja estão revivendo e vão abrindo aos poucos.
11 - Musée du général Leclerc de Hauteclocque et de la Libération de Paris - Musée Jean Moulin
23, allée de la 2e D.B. - Jardin Atlantique (situado nos jardins acima da estação Montparnasse) - 75015 Paris
Site
Museu dedicado à Resistência durante a 2a Grande Guerra através do destino do Marechal Leclerc e do Jean Moulin.
As Catacumbas, a Cripta arqueológica da Notre Dame e o Musée Galliera - museu da moda são museus municipais, mas não são gratuitos. Os dois primeiros apresentam coleções permanentes e o terceiro só abre para exposições temporárias. O passeio pela cripta é muito legal, aprende-se muito sobre a história da cidade, desde os tempos romanos. Um super passseio pela Paris da arqueologia!
A maior parte do tempo não há filas gigantescas para entrar e as obras apresentadas nestes museus valem a pena serem vistas.
Dos 14 museus da cidade 11 são gratuitos. Em geral eles estão fechados às segundas feiras. São museus, casas de artistas e museus de mecenas.
Todos estes museus abrem em geral de terça à domingo das 10 às 18h e estão fechados às segundas e feriados.
A entrada nos museus em geral é permitida até 45 minutos antes da hora de fechar.
Atenção : segundo a disposição do museu, a entrada pode ser cobrada durante exposições temporárias
1 - Musée Carnavalet
23 rue de Sévigné 75003 Paris
Site do museu
Situado no charmoso bairro do Marais, este museu é dedicado à história de Paris. Durante sua visita você poderá ver sinalizadores de lojas, mapas, pinturas do Renascimento e da Revolução francesa.
2 - Petit Palais
Avenue Winston Churchill 75008 Paris
Site do museu
O museu de belas artes da cidade de Paris. Pertíssimo dos Champs Elysées, você pode programar a visita do museu durante seu percurso pelo bairro.
Como o Grand Palais logo em frente, o Petit Palais foi construído para a Exposição Universal de 1900 que aconteceu em Paris. O prédio virou museu já em 1902, pouco depois do fim da exposição. A coleção de obras de arte foram enriquecidas aos poucos através de doações e de aquisições. Por isto as obras apresentadas no museu são ecléticas e não há nenhuma especialização.
O prédio semi circular com um agradável pátio onde se pode parar para descansar (quando não está frio!) já vale a visita.
3 - Musée d'Art Moderne de la ville de Paris
11, av. du Président Wilson 75116 Paris
Site do museu
Dedicado à arte moderna. Descoberta desta época visitando um museu de tamanho agradével.
As exposições temporárias são pagas, mas muitas vezes valem à pena.
4 - Musée de la vie romantique
Hotel Renan-Scheffer - 16, rue Chaptal 75009 Paris
Site do museu
A visita é para ser programada no dia do passeio por Montmartre. A visita oferece um rápido passeio pela época romântica, sendo apresentados no térreo pertences da escritora George Sand - retratos, móveis e bijuterias dos séculos 17 e 18, no primeiro andar obras do pintor Ary Scheffer e outros pintores da mesma época.
De arço à outubro o salão de chá situado na estufa do museu, Un thé dans le Jardin (Um chá no Jardim) é uma ótima pedida para fazer um lanchinho e descnasar antes de continuar o passeio.
5 - Musée Bourdelle
18, rue Antoine Bourdelle 75015 Paris
Site
O ateliê onde o escultor trabalhou desde 1885. ele trabalhou com o Rodin durante 15 anos. Ele foi professor de muitos artistas que ficaram famosos depois como Matisse, Maillol e Giacometti.
6 - Musée Cernuschi - museu das artes da Asia
7 avenue Vélasquez 75008 Paris
Site
Situado em um hôtel particulier do século 19 ele foi inaugurado em 1898 o que faz dele um dos mais antigos da cidade. Ele é o segundo museu de arte asiática da França (o primeiro é o Musée Guimet) e o quinto maior museu de arte chinesa da Europa. Apresenta obras chinesas, japonesas, coreanas e vietnamita.
O museu comeou apresentando as obras adquiradas por Henri Cernuschi durante suas viagens e como outros museus é continuamente enriquecido.
7 - Maison de Balzac
47, rue Raynouard 75016 Paris
Site
Situada entre os antigos vilarejos de Passy de de Auteuil, onde Balzac escreveu a maior parte da sua obra. Pode-se contemplar a cidade de Paris dos bancos do jardim. E' um museu literário. Apresenta manuscritos, edições originais e outros objetos ligados à vida e obra do escritor.
8 - Maison de Victor Hugo
Hôtel de Rohan-Guéménée 6, place des Vosges 75004 Paris
Site
Outro museu literário da cidade (existem três). A fachada de tijolos vermelhos segue a arquitetura renascentista da Place des Vosges.
Retrata a vida do escritor antes, durante e depois do exílio. Ele viveu nesta casa 1832 a 1848.
9 - Musée Zadkine
100 bis, rue d'Assas 75006 Paris
Site
Casa do escultor onde ele morou de 1928 até sua morte em 1967. Retraça a vida e a obra do escultor. Pequeno museu reformado ha pouco tempo.
10 - Musée Cognac-Jay
8, rue Elzévir 75003 Paris
Site
Situado em um hôtel particulier da época renascentista ele é dedicado à pintura do século 18. Apresenta a coleção iniciada por ele e sua esposa. Constitui a apresentação da ascensão social de alguns personagens so fianl do século 19 devido ao desenvolvimento dos grands magasins (lojas de departamento). Ele e sua esposa fundaram a Samaritaine. Infelizmente esta loja de departamentos fechou há alguns anos. Alguns dos prédios que constituitam esta loja estão revivendo e vão abrindo aos poucos.
11 - Musée du général Leclerc de Hauteclocque et de la Libération de Paris - Musée Jean Moulin
23, allée de la 2e D.B. - Jardin Atlantique (situado nos jardins acima da estação Montparnasse) - 75015 Paris
Site
Museu dedicado à Resistência durante a 2a Grande Guerra através do destino do Marechal Leclerc e do Jean Moulin.
As Catacumbas, a Cripta arqueológica da Notre Dame e o Musée Galliera - museu da moda são museus municipais, mas não são gratuitos. Os dois primeiros apresentam coleções permanentes e o terceiro só abre para exposições temporárias. O passeio pela cripta é muito legal, aprende-se muito sobre a história da cidade, desde os tempos romanos. Um super passseio pela Paris da arqueologia!
sábado, 26 de outubro de 2013
Fim da hora de verão na França
Hoje à noite termina a hora de verão na França.
Amanhã estaremos com apenas 3 horas de diferença entre a França e o Brasil (para aqueles que entraram na hora de verão...).
domingo, 20 de outubro de 2013
Casos complicados dos Roms na França
A França é o país dos Direitos do Homem, mas tem gente que acha que está ficando demais, indo além da conta.
Com todos os problemas e dificuldades sociais sendo vividas pelos franceses, a ajuda do governo à pessoas de outras nacionalidades deixa o povo meio p da vida.
Os Roms são "pessoas de viagem", um tipo de cigano que não é apreciado no país deles, nem aqui nem em outro país da Europa.
São aquelas pessoas que os viajantes, turistas, podem ver no metrô parisiense. E que vão em 100% dos casos ou pedir dinheiro, ou cantar uma música horrorosa para pedir dinheiro ou roubar, bolsos e bolsas dando sopa.
O último caso com repercussão nacional é o de uma adolescente, Leonarda (15 anos).
Foi detida descendo do ônibus da escola. Poderiam tê-la buscado em casa, cedo, ou no final do dia, não é?
Os adolescentes franceses do ensino médio começaram a protestar por isso.
Que absurdo expulsar crianças - ela, os pais e uma penca de irmãos (acho que são 7 filhos), foram expulsos.
A família já havia recebido uns 3 ou 4 avisos de expulsão. Como continuaram no território, foram buscar a guria. Porque ela, não sei dizer.
Foram enviados de volta à Romênia.
A polêmica continua e eis que se descobre que só o pai é rom, o resto da família nasceu na Itália. Foram enviados de volta para um país que nunca conheceram, nem estiveram, nem falam a língua - só o pai que fala, ele vem de lá.
Mas para ter statuto de refugiado político e receber ajuda do governo francês, não podia ser europeu...
Para complicar a situação o Presidente disse que a adolescente pode voltar. O resto da família não. Vê se pode.
A encrenca continua... Vamos ver o que vai dar nos próximos dias.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
A teoria da batata frita
Outro dia, tomando um cafézinho no balcão de um café parisiense, ouvi a seguinte teoria.
Ou talvez seja um fato observado localmente.
O atendente do café falava com um cliente sentado no bar, esperando sua porção de batatas fritas.
Os jovens, tipo adolescentes, aquelas pessoas de uns 20 anos, colocam ketchup na batata frita.
As pessoas de 30, colocam mostarda.
Aos 40 mais ou menos, eles colocam maionese.
E depois, não colocam nada, degustam a batata frita natural, só com sal.
Para vocês confere? Para mim não. Cresci colocando ketchup, vou até o final da minha vida colocando ketchup. Deveria estar na maionese.
Ou talvez seja um fato observado localmente.
O atendente do café falava com um cliente sentado no bar, esperando sua porção de batatas fritas.
Os jovens, tipo adolescentes, aquelas pessoas de uns 20 anos, colocam ketchup na batata frita.
As pessoas de 30, colocam mostarda.
Aos 40 mais ou menos, eles colocam maionese.
E depois, não colocam nada, degustam a batata frita natural, só com sal.
Para vocês confere? Para mim não. Cresci colocando ketchup, vou até o final da minha vida colocando ketchup. Deveria estar na maionese.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
De onde vem o Louvre ?
Antes de ser o Museu do Louvre ele é um palácio real. Sua historia é ligada à história de Paris e o palácio evoluiu quase constantemente durante 800 anos.
O castelo começou a ser construido en 1190 sob Filipe II de França (1165-1223). Ele construiu um quadrilátero rodeado de fossas. Na época ainda não era castelo nem residência real, mas um arsenal, e pouco depois pavilhão de caça.
Mas por que o nome Louvre ?
Duas ou três hipóteses foram formuladas por estudiosos.
Uma delas diz que o lugar onde Filipe II de França decidiu construir a fortaleza era chamado em baixo latim Lupara. Este termo designa um lugar que acolhe as equipagens usadas para caçar o lobo. Em latim lupus significa lobo.
Uma outra hipótese indica que Lupara também poderia ser um nome de origem celta cujo sufixo ara designa córregos, pequenos rios, ou seja um lugar onde há passagem de água.
O Rio Sena nao está muito longe, não é ?
Enfim, mais uma outra hipótese é que a origem no nome Louvre vem do francês antigo lauer ou lower que significa « torre de observação ». Seria uma consequência da ocupação dos Francos povo de origem germânica que invadiu a Galia, a língua falada por eles era germânica e não latina. Nesta língua, a palavra leovar, lovar, lover, leower ou lower designaria castelo ou campo fortificado.
O castelo começou a ser construido en 1190 sob Filipe II de França (1165-1223). Ele construiu um quadrilátero rodeado de fossas. Na época ainda não era castelo nem residência real, mas um arsenal, e pouco depois pavilhão de caça.
Mas por que o nome Louvre ?
Duas ou três hipóteses foram formuladas por estudiosos.
Uma delas diz que o lugar onde Filipe II de França decidiu construir a fortaleza era chamado em baixo latim Lupara. Este termo designa um lugar que acolhe as equipagens usadas para caçar o lobo. Em latim lupus significa lobo.
Uma outra hipótese indica que Lupara também poderia ser um nome de origem celta cujo sufixo ara designa córregos, pequenos rios, ou seja um lugar onde há passagem de água.
O Rio Sena nao está muito longe, não é ?
Enfim, mais uma outra hipótese é que a origem no nome Louvre vem do francês antigo lauer ou lower que significa « torre de observação ». Seria uma consequência da ocupação dos Francos povo de origem germânica que invadiu a Galia, a língua falada por eles era germânica e não latina. Nesta língua, a palavra leovar, lovar, lover, leower ou lower designaria castelo ou campo fortificado.
Ainda nãa há uma única versãa que coloque todos os historiadores de acordo.
enquanto eles se decidem, podemos ir dar uma conferida nos vestígios do prédio desta época podem ser visitados na ala Louvre Medieval. E alguns vestígios da muralha construída por Filipe II perto da Bastilha. Um bom passeio!
enquanto eles se decidem, podemos ir dar uma conferida nos vestígios do prédio desta época podem ser visitados na ala Louvre Medieval. E alguns vestígios da muralha construída por Filipe II perto da Bastilha. Um bom passeio!
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Iluminação de star: é ela, a Mona, a Monalisa!
![]() |
© Wikipedia |
Uma iluminação em LED foi especialmente concebida pela Toshiba para iluminar essa moça.
Como a Liz Taylor tinha sua iluminação especial e específica (sim, estou me repetindo) para suas aparições nos filmes, a "Mona" agora tem a sua também.
Suas cores originais serão sublimadas e valorizadas com esta nova tecnologiq usando LED.Cores que não se viam mais, entre elles uns azuis da vida, vão ser visitons.
A intensidade da iluminação vai variar segundo a hora do dia.
A qualidade da iluminação été próxima da luz natural e a luz não pode esquentar para não danificar a obra.
Tenho que ir visitá-la em breve!
Up date: um artigo aqui (en). Foi a Toshiba a empresa que colocou os leds na Cour Carrée.
Up date: um artigo aqui (en). Foi a Toshiba a empresa que colocou os leds na Cour Carrée.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O fumo na França
Sempre achei que o povo fumava demais por aqui.
Bem, ainda acho.
Passeando nas ruas de Paris, se você ver algum nao fumante, se for em bairros turisticos, pode ter quase certeza que os nao fumantes sao turistas!
Mas aos poucos os franceses estao tomando consciência do perigo do fumo e estao diminuindo a consumaçao. Patchs, chicletes e outras ferramentas para ajudar a parar de fumar existem.
A nova moda é o cigarro eletrônico, como da foto ao lado.
Nao se espante se vir alguém fumando este negocio nao rua. Nao é porta cigarros, mas um "verdairo cigarro falso".
Nao tenho a minima idéia de como ele funciona. Mas acho engraçado o fato de poder exalar uma fumacinha para manter esta caracteristica do cigarro. Assim um fumante te ma impressao de anda estar fumando mesmo.
Outro dia ouvi alguém falando que agora vai poder viajar longe porque poderia fuma-lo no aviao.
NAO, ano é possivel fumar este cigarro eletrônico no aviao.
Acabei de ler este artigo do Figaro (fr) e nao tinha pensado nisto, mas é obvio : como as campanhas para que as pessoas parem de fumar estao aumentando, o mercado dos substitutivos ao cigarro ou mesio para ajudar a aparar de fumar estao aparecendo. E estamos vendo a "guerra" do e-cigarro começando.
Em abril deste ano contavam-se 500.000 fumantes de cigarro eletrônico na França.
Dependendo de quanto tempo este cigarro durar, quem for fabricante/vendedor deste objeto vai faturar uma grana preta.
Bem, ainda acho.
Passeando nas ruas de Paris, se você ver algum nao fumante, se for em bairros turisticos, pode ter quase certeza que os nao fumantes sao turistas!

A nova moda é o cigarro eletrônico, como da foto ao lado.
Nao se espante se vir alguém fumando este negocio nao rua. Nao é porta cigarros, mas um "verdairo cigarro falso".
Nao tenho a minima idéia de como ele funciona. Mas acho engraçado o fato de poder exalar uma fumacinha para manter esta caracteristica do cigarro. Assim um fumante te ma impressao de anda estar fumando mesmo.
Outro dia ouvi alguém falando que agora vai poder viajar longe porque poderia fuma-lo no aviao.
NAO, ano é possivel fumar este cigarro eletrônico no aviao.
Acabei de ler este artigo do Figaro (fr) e nao tinha pensado nisto, mas é obvio : como as campanhas para que as pessoas parem de fumar estao aumentando, o mercado dos substitutivos ao cigarro ou mesio para ajudar a aparar de fumar estao aparecendo. E estamos vendo a "guerra" do e-cigarro começando.
Em abril deste ano contavam-se 500.000 fumantes de cigarro eletrônico na França.
Dependendo de quanto tempo este cigarro durar, quem for fabricante/vendedor deste objeto vai faturar uma grana preta.
domingo, 5 de maio de 2013
Nova nota de 5 euros
Para nao se surpreender, para quem conhece as notas de Euro, foi lançada pelo BCE (Banque Centrale Européenne) uma nova nota de 5 na semana passada. A partir de agora as duas versoes da nota de 5 vao coabitar nossas carteiras.
A nota de cima é a antiga, e a de baixo é a nova. A cor mudou e "Euro" em cirílico foi acrescentado, abaixo dos alfabetos latim e grego. E na parte de cima, à direita (na foto) o rosto da Europa é uma novidade, ele nao existe na nota antiga.
Vai ser mais dificil falsificar esta nota em relaçao a anterior. So' em 2012 a policia européia (de varios paises) recuperou mais de 250.000 notas de 5 falsas.
A nova nota também sera' mais resistente aos liquidos e às dobras. que bom, porque tem muita nota de 5 "lixo" circulando por ai'.
A primeira versao nota foi criada ha' 11 anos, para o nascimento do Euro.-. Ela continuara' valida, a BCE vai fazê-la morrer aos poucos, retirando da circulaçao aos poucos, até desaparecerem completamente. Essa limpeza ou troca de notas vai durar alguns anos.
As outras notas, de 10, 20, 50, 100, 200 e 500 euros também terao novas versoes. A BCE vai publicar a informaçao drante este mês de maio.
Ha' um "papo" sobre a supressao da nota de 500 : pouquissimas pessoas usam a grande maioria nunca viu. A supressao da nota causaria uma desvalorizaçao de 7,4% perante ao dolar o que poderai incrementar a economia européia, aumentando as exportaçoes. E contribuiria a diminuir a lavagem de dinheiro. Uma das razoes do presidente Nixon ter decretado o fim da nota de 500 dolares em 1969 (a outra razao era lutar contra o crime organizado).
Nao esta' na roadmap do BCE, mas tem muito economista falando disto.
A nota de cima é a antiga, e a de baixo é a nova. A cor mudou e "Euro" em cirílico foi acrescentado, abaixo dos alfabetos latim e grego. E na parte de cima, à direita (na foto) o rosto da Europa é uma novidade, ele nao existe na nota antiga.
Vai ser mais dificil falsificar esta nota em relaçao a anterior. So' em 2012 a policia européia (de varios paises) recuperou mais de 250.000 notas de 5 falsas.
A nova nota também sera' mais resistente aos liquidos e às dobras. que bom, porque tem muita nota de 5 "lixo" circulando por ai'.
A primeira versao nota foi criada ha' 11 anos, para o nascimento do Euro.-. Ela continuara' valida, a BCE vai fazê-la morrer aos poucos, retirando da circulaçao aos poucos, até desaparecerem completamente. Essa limpeza ou troca de notas vai durar alguns anos.
As outras notas, de 10, 20, 50, 100, 200 e 500 euros também terao novas versoes. A BCE vai publicar a informaçao drante este mês de maio.
Ha' um "papo" sobre a supressao da nota de 500 : pouquissimas pessoas usam a grande maioria nunca viu. A supressao da nota causaria uma desvalorizaçao de 7,4% perante ao dolar o que poderai incrementar a economia européia, aumentando as exportaçoes. E contribuiria a diminuir a lavagem de dinheiro. Uma das razoes do presidente Nixon ter decretado o fim da nota de 500 dolares em 1969 (a outra razao era lutar contra o crime organizado).
Nao esta' na roadmap do BCE, mas tem muito economista falando disto.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Lendo por ai'
Tenho muita sorte de ter sido aluna do Edouard Pommier na Ecole du Louvre no século passado.
Ele deu uma entrevista para o jornal Le Monde em 2004.
Ele é meu professor xuxu. Ele é um poço sem fundo de sabedoria.
Suas aulas eram apaixonantes!
Me inspiro nele para continuar lendo e exercitando o cérebro com eventos da historia da arte.
Atualmente estou lendo o livro ao lado, Comment l'art devient l'Art.
Para continuar pensando e analizando.
Ele é meu professor xuxu. Ele é um poço sem fundo de sabedoria.
Suas aulas eram apaixonantes!
Me inspiro nele para continuar lendo e exercitando o cérebro com eventos da historia da arte.
Atualmente estou lendo o livro ao lado, Comment l'art devient l'Art.
Para continuar pensando e analizando.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
A Dama de Ferro
Nao, nao vou falara da Maggie. Estou me referindo à Torre Eiffel, simbolo de Paris.
A Torre foi inagurada em 31 de março de 1889 - daqui ha' alguns dias vai ser seu aniversario! Bolinho para ela!
A Torre foi construida para a Exposição Unversal de 1889. Seu nome vem do engenheiro que a concebeu, Gustavo Eiffel. Ele projetou uma estrutura de ferro e aço, tipo de construção que era ainda grade novidade na época da construçao. Esta obra permitia à França de mostrar todo o seu saber e sua tecnologia. A construçao também festejava o centenário da Revolução Francesa.
A Torre foi construída em dois anos, de 1885 a 1887. Ela tem 300 metros de altura, com a antena de televisão ela chega à 324 m. São mais de 10.000 toneladas de ferro e aço. São 3 andares (no 2° tem um ótimo restaurante, o Jules Verne, leitores do Conexão Paris testaram), vários elevadores e para os corajosos, pode-se subir de escada (1665 degraus).
Era uma construçao temporaria, ela deveria ser destruida depois da exposiçao universal. Mas duvi-d-o-do que alguém acreditava mesmo que ela ia ser destruida! A trabalheira para a construçao??
Como presente de aniversário por sues 120 anos, a Torre foi pintada. O trabalho durou um ano e meio.
A Torre é o principal ponto turístico da França. Ela é imperdível. Em 2008 ela bateu o record de frequentação : 7 milhões de pessoas a visitaram. De todos os andares tem uma bela visão de Paris e sua região. O andar que prefiro para apreciar a vista é o segundo pois estamos a uma certa altura, da' para ver a cidade toda de cima, até fora da cidade, mas tudo nao esta' tao longe assim, as fotos ficam bacanas. Do 3° andar a vista também é legal, mas os prédios de Paris saem tao pequenos que depois nao tem muita coisa para ver na foto. Ou até tem, muitas miudezas.
(Mas falando em vista, eu prefiro mesmo é apreciar a vista de cima do Arco do Triunfo : bela vista de Paris, de um ponto não muito alto, com a Torre como parte integrante da vista panorâmica.)
Para a mudança de século, foram colocaram umas « luzinhas » que a fazem brilhar de uma maneira mágica todoas as noites (20.000 lâmpadas !).
A iluminaçao era temporaria, so' para a virada do século, no ano 2000. Mas a cidade, os parisienses e os turistas gostaram tanto que a iluminaçao ficou.
Para a mesma ocasião, a virada do século, foi colocado um farol em seu cume. Todas os dias, quando começa a noitecer, ela brilha durante os 10 primeiros minutos de cada início de hora, e esse balé iluminado vai até as 2 da manhã, quando ela apaga para dormir.
No ano 2000 eram lâmpadas "normais", que haviam sido colocadas. Imaginem a conta de luz! A instalaçao foi trocada em 2003 e um novo tipo de lâmpada foi colocado, mais econômica.
De vez em quando ela se veste com outras cores : de vermelho para o Ano Novo Chinês em 2004, de azul , branco e vermelho para a Copa do mundo de rugby em 2007, e em 2008 ela foi vestida de azul (pela segunda vez) para comemorar a presidência francesa de Europa.
Linda não ?
As vezes no inverno ela fica timida. Ou fica com frio e coloca um boné que cobre todo o seu topo.
Informaçoes praticas
Aberta todos os dias do ano (salvo mudanças) :
das 9h00 até meia-noite, de 15 de junho até 1° de setembro.
das 9h30 às 23h o resto do ano
Final de semana da Pascoa e nas férias escolares francesas da primavera ela fica aberta até meia-noite.
Tarifas
As tarifas variam de acordo com o andar que ser quer visitar, se quer subir de elevador ou de escada (até o segundo andar). Sim, escada! Quando a grana esta' curta é uma maneira de economisar.
Adultos :
até o topo da Torre : 14 euros (a tarifa aumenta hoje, 2 de abril para 14,50 euros)
até o 2° andar (de elevador) : 8,50 euros
até o 2° andar (de escada) 5 euros
Crianças com menos de 4 anos nao pagam.
O detalhe de todas as tarifas estao no site oficial da Torre.
No site oficial da Torre Eiffel : www.tour-eiffel.fr é possivel recuperar informaçoes em francês (versao mais completa do site) ou inglês, português e outras linguas. Pode-se até carregar um guia (pdf) para a visita.
A Torre foi inagurada em 31 de março de 1889 - daqui ha' alguns dias vai ser seu aniversario! Bolinho para ela!
A Torre foi construida para a Exposição Unversal de 1889. Seu nome vem do engenheiro que a concebeu, Gustavo Eiffel. Ele projetou uma estrutura de ferro e aço, tipo de construção que era ainda grade novidade na época da construçao. Esta obra permitia à França de mostrar todo o seu saber e sua tecnologia. A construçao também festejava o centenário da Revolução Francesa.
A Torre foi construída em dois anos, de 1885 a 1887. Ela tem 300 metros de altura, com a antena de televisão ela chega à 324 m. São mais de 10.000 toneladas de ferro e aço. São 3 andares (no 2° tem um ótimo restaurante, o Jules Verne, leitores do Conexão Paris testaram), vários elevadores e para os corajosos, pode-se subir de escada (1665 degraus).
Era uma construçao temporaria, ela deveria ser destruida depois da exposiçao universal. Mas duvi-d-o-do que alguém acreditava mesmo que ela ia ser destruida! A trabalheira para a construçao??
Como presente de aniversário por sues 120 anos, a Torre foi pintada. O trabalho durou um ano e meio.
A Torre é o principal ponto turístico da França. Ela é imperdível. Em 2008 ela bateu o record de frequentação : 7 milhões de pessoas a visitaram. De todos os andares tem uma bela visão de Paris e sua região. O andar que prefiro para apreciar a vista é o segundo pois estamos a uma certa altura, da' para ver a cidade toda de cima, até fora da cidade, mas tudo nao esta' tao longe assim, as fotos ficam bacanas. Do 3° andar a vista também é legal, mas os prédios de Paris saem tao pequenos que depois nao tem muita coisa para ver na foto. Ou até tem, muitas miudezas.
(Mas falando em vista, eu prefiro mesmo é apreciar a vista de cima do Arco do Triunfo : bela vista de Paris, de um ponto não muito alto, com a Torre como parte integrante da vista panorâmica.)

A iluminaçao era temporaria, so' para a virada do século, no ano 2000. Mas a cidade, os parisienses e os turistas gostaram tanto que a iluminaçao ficou.
Para a mesma ocasião, a virada do século, foi colocado um farol em seu cume. Todas os dias, quando começa a noitecer, ela brilha durante os 10 primeiros minutos de cada início de hora, e esse balé iluminado vai até as 2 da manhã, quando ela apaga para dormir.
No ano 2000 eram lâmpadas "normais", que haviam sido colocadas. Imaginem a conta de luz! A instalaçao foi trocada em 2003 e um novo tipo de lâmpada foi colocado, mais econômica.
De vez em quando ela se veste com outras cores : de vermelho para o Ano Novo Chinês em 2004, de azul , branco e vermelho para a Copa do mundo de rugby em 2007, e em 2008 ela foi vestida de azul (pela segunda vez) para comemorar a presidência francesa de Europa.
Linda não ?
As vezes no inverno ela fica timida. Ou fica com frio e coloca um boné que cobre todo o seu topo.
Informaçoes praticas
Aberta todos os dias do ano (salvo mudanças) :
das 9h00 até meia-noite, de 15 de junho até 1° de setembro.
das 9h30 às 23h o resto do ano
Final de semana da Pascoa e nas férias escolares francesas da primavera ela fica aberta até meia-noite.
Tarifas
As tarifas variam de acordo com o andar que ser quer visitar, se quer subir de elevador ou de escada (até o segundo andar). Sim, escada! Quando a grana esta' curta é uma maneira de economisar.
Adultos :
até o topo da Torre : 14 euros (a tarifa aumenta hoje, 2 de abril para 14,50 euros)
até o 2° andar (de elevador) : 8,50 euros
até o 2° andar (de escada) 5 euros
Crianças com menos de 4 anos nao pagam.
O detalhe de todas as tarifas estao no site oficial da Torre.
No site oficial da Torre Eiffel : www.tour-eiffel.fr é possivel recuperar informaçoes em francês (versao mais completa do site) ou inglês, português e outras linguas. Pode-se até carregar um guia (pdf) para a visita.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Paris é um queijo!
O subsolo de Paris é um queijo guyère!
Todo esburacado com as linhas do metrô.
A primeira linha de metrô foi construida para ser aberta no ano da Exposiçao Universal de 1900. E as entradas da época foram desenhadas pelo arquiteto Hector Guimard.
A rede aumenta continuamente, as linhas sao constantemente prolongadas para além dos limites da cidade de Paris.
A contabilidade de 2013 sao :
- 303 estaçoes
- 16 linhas (principalmente subterrâneas)
- 219,9 kilômetros de linhas
- estaçoes em geral proximas umas das outras (a distância entre cada estaçao é em média 550 metros, menos para a linha 14 onde a distância é de 1 km entre as estaçoes)
Quando eu cheguei na França no século passado, muitos trens do metrô ainda tinham pneus.... agora, as linhas 1 e 14 sao automaticas e altamente modernas. Em alguns trens d alinha 1 tem telas que indicam as paradas, a até a meteorologia (como ja' acontece em outras capitais européias).
De vez em quando estaçoes do metro de Paris aparecem em filmes.
Quem viu o filme Amélie Poulain viu a entrada estaçao Lamarck-Caulancourt (linha 12).
Todo esburacado com as linhas do metrô.
A primeira linha de metrô foi construida para ser aberta no ano da Exposiçao Universal de 1900. E as entradas da época foram desenhadas pelo arquiteto Hector Guimard.
A rede aumenta continuamente, as linhas sao constantemente prolongadas para além dos limites da cidade de Paris.
A contabilidade de 2013 sao :
- 303 estaçoes
- 16 linhas (principalmente subterrâneas)
- 219,9 kilômetros de linhas
- estaçoes em geral proximas umas das outras (a distância entre cada estaçao é em média 550 metros, menos para a linha 14 onde a distância é de 1 km entre as estaçoes)

De vez em quando estaçoes do metro de Paris aparecem em filmes.
Quem viu o filme Amélie Poulain viu a entrada estaçao Lamarck-Caulancourt (linha 12).
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Almoçando em Fontainebleau e visitando o castelo
Contei aqui sobre a vantagem do passe Navigo que é dezonado nos finais de semana. Para quem mora em Paris é uma bençao financeira para ir mais longe, além dos limites da cidade sem esvaziar completamente a carteira.
O passeio que vou descrever pode ser feito sem a reduçao do passe Navigo, dou as informaoes de como chegar e quanto custa no final do post.
Nosso primeiro passeio para explorar a Ile de France foi uma ida à Fontainebleau para visitar o castelo e almoçar por la'. A motivaçao primeira deste passeio foi ir almoçar em algum lugar diferente e legal para comemorar o meu aniversario. Como gostamos de almoçar em bons restaurantes e que sabemos que existem muitos que sao bons fora de Paris, esta era uma oportunidade para unir o util ao agradavel. Resolvemos entao almoçar fora de Paris e ir passar o dia em um lugar onde se possa fazer um passeio cultural.
Fontainebleau é uma boa pedida, é uma cidade que corresponde aos critérios que coloquei acima. E' longe o suficiente de nossa casa, mas nao tao longe assim que ainda permite passar o dia passeando. digo isso, mas tem gente que mora por ali e vem trabalhar todos os dias dentro de Paris...
O passeio escolhido
Decidimos organizar nosso dia com a visita do castelo e do jardim de manha, o almoço em um restaurante legal, mais passeio pelo jardim se ainda quisessemos passear e volta para casa.
Chegamos na cidadezinha, na estaçao de trem Fontanebleau-Avon (sera' que on ome da nossa marca de cosmétciso vem dai'?) pegamos o ônibus até o castelo. Fizemos um passeio ligeiro pelo jardim e entramos logo no castelo.
Uma parte do castelo de Fontainebleau pode ser visitada em visita livre, sem guia, sao os Grandes Apartamentos e o Museu Napoleao.
A outra parte so' pode ser visitada durante as visitas organizadas pelo museu com o guia local, sem reserva, ou acompanhado de um guia profisionnal independente que reservou um horario.
Para a visita organizada pela equipe do castelo é so' chegar um pouco antes da hora de uma visita guiada, o preço ja' esta' incluido na tarifa da entrada. Nesta época do ano existem dois horarios, um pela manha, às 10h e um outro à tarde, às 14h30. Estas visitas sao geralmente em francês.
Se nao quiser fazer a visita guiada ou chegar fora de hora, a compra da entrada da' direito ao audiofone para a visita livre. Ele é otimo. No inicio achei que faltava informaçao, mas no final das contas tem muita informaçao que esquecemos parte do que ouvimos.
A visita dos apartamentos seguindo o audioguia dura 2 horas. Foi o que fizemos. So' seguindo este pedaço da' para se ter uma otima visao geral do castelo e muitas informaçoes de historia da França.
Um pouco da visita
O Castelo de Fontainebleau foi evoluindo ao longo dos séculos desde a idade média. Hoje so' subsiste desta época (1137) uma torre medieval.
Os Grandes apartamentos apresentam os aposentos que foram de Francisco 1°, de seus sucessores, das rainhas, as ante-salas, as salas da guarda, sala de baile, lareiras magnificas, um quarto de uma amante transformado em escada, a Galeria de Diane, de 80 metros de comprimento e que servia de passeio para a rainha, ela tomava ar dentro do castelo (por isso que a realeza tinha sangue azul: nao tomava sol, eram branquinhos, entao as veias, azuis, se sobressaiam sobre a pele, em relaçao ao povo, que saia, trabalhava no campo e tinha entao a pele curtida), e que virou biblioteca depois, a sala do trono de Napoleao que tinha sido antes o quarto do rei Francisco 1°.
As fotos com flash nao sendo autorizadas e as salas nao sendo muito claras, nao tirei fotos do interior do castelo. O castelo pode ser "explorado" pelo site proprio.
Um pouco de historia
Contando uma rapida historia, o castelo começou a ser reconstruido à partir de 1528 pelo rei Francisco 1° (1494-1547) seguindo a corrente artistica da época o Renascimento. Ele voltou para a Ile de France depois do tempo que foi prisioneiro do rei Carlos Quinto (em 1525, ele ficou quase um ano preso depois da Batalha de Pavia). ele apreciava Fontainebleau para a caça na floresta. Ele entao criou alas, mandou fazer portas de inspiraçao italiana, mandou fazer a Bela Lareira, concebida pelo artista renacentista italiano Primaticcio.
Ele inclusive mandou construir um corredor que é mais uma galeria para seu uso exclusivo, para espanto nosso, bem normal na época imagino eu: ela unia seus apartamentos na ala que ele aumentou (onde ha' a torre medieval) à capela do convento vizinho e que era situado dentro do dominio do castelo. A galeria tem 63 metros de comprimento e é toda decorada por artistas renacentistas italianos (Rosso, Primaticcio), frescos, pinturas e escultura em madeira. Durante seu reino so' o rei tinha a chave para abrir e fechar a galeria. Ao longo da galeria podemos ver entre os varios decores, salamandras, no estilo como a da foto ao lado.
A salamandra é um animal que faz parte do emblema e da devisa de Francisco 1°. Ela simbolisa geralmente o poder sobre o fogo, pois ela este resiste bem ao fogo. A devisa Nutrisco et extinguo (Alimento-me (do fogo) e extingo (o fogo)) leva todo o sentido quando a referência à esta particularidade da salamandra.
O proximo a fazer obras no castelo foi o Henrique II, o segundo filho do Francisco 1°, que sucedeu a seu irmao mais velho (que morreu sem deixar herdeiros).
Um ponto interessante de suas modificaçoes no castelo foi a nova decoraçao da Sala de Baile, com novas pinturas e como todos os reis, acrescentou sua insignia à decoraçao. Detalhe interessante, em alguns pontos da sala de baile, sua insignia, um H entrelaçado com meias luas, faz pensar que ele faz alusao à sua esposa, Catarina de Médicis, mas também à sua amante, Diane de Poitiers, pois o H entrelaçado lembra um C mas também um D...
Pequeno fato historico interessante : foi o Henrique II que enviou vice-almirante Nicolas Durand de Villegagnon instalar a colônia francesa no Rio de Janeiro. (Ver aquele castelinho meio esverdeado na Baia de Guanabara, proximo ao centro da cidade, a ilha de Villegagnon).
O seu sucessor, Henrique IV (1553-1610) também contribuiu muito para o desenvolvimento deste castelo. Ele construiu o patio Oval, na ala medieval, em frente à torre, acrescentou uma porta monumental, conhecida como a porta do batistério,onde seu filho Luis XIII foi batizado (a porta foi chamada assim depois do batizado).
O proximo a fazer falar muito do castelo foi o Napoleao 1er, aquele das guerras. Ele fez do castelo uma residência imperial e mudou toda a mobilia existente. Ele saiu deste castelo para sua ultima prisao na ilha de Elba.
Depois da visita, demos um passeio rapido pelo jardim. Nao fomos muito longe porque estavamos um pouco cansados e porque tinhamos feito reserva no restaurante!
Olhem a travessura da fonte num dos jardins : Diana a caçadora, também representaçao da amante de Henrique II, com seus cachorros. A agua escorre porque os cachorros estao fazendo xixi!!
O almoço
Haviamos reservado uma mesa para as 13h no restaurante Le Caveau des Lys. Por isso podiamos fazer a visita do castelo de manha.
Nosso interesse por este restaurante é que nos guias ele é apresentado como uma cozinha acima daquela dos bristrots, diferente daquela comida de restaurante para ir sempre. Uma particularidade do restaurante esta' no nome dele: ele fica situado em uma cave do século 17, ou seja no porao de um prédio. A decoraçao do local é sobria e achei estar sob as abobadas de pedra muito legal.
Almoçamos tranquilamente, nao haviam muitos clientes ao mesmo tempo que nos. Mas achamos que se estivesse cheio poderia ser barulhento.
Por um preço idêntico ao que pagamos, teriamos ido em um restaurante médio dentro de Paris. Este esta' situado em uma categoria acima dos padroes médios.
Nao nos decepcionamos com nossa escolha feita lendo opinioes na internet. Os pratos eram bonitos e apetitosos.
Adorei a decoraçao, era super criativa.
Sou totalmente incapaz de dizer o que Maridô comeu, algo com pato, batatas, purê de cenouras.
Eu comi um espeto de camaroes (gambas), nozes de Saint Jacques sobre um risotto, com cenouras, abobrinhas e cebolas cozinhas do xarope de granadina, o que da' aquelas bolinhas vermelhas no prato. Achei super original.
A disposiçao da comida, a decoraçao de folhas de espinafre, brotos de ervilha (para mudar do broto de bambu) estava otimo.
Nao tirei foto da sobremesa pois nao deu tempo : pedu um crumble de maça. Mesmo ele era orginal : veio em uma taça em forma de globo, transpasrente, com uma abertura claro. Nesta abertura havia uma tampa de chocolate, uma placa fica que a garçonette fez derreter quando entornou o caramelo quente por cima. So' de lembrar estou morrendo de vontade de comer de novo.
Depois, so' deu vontade de dar uma voltinha pela cidade, ver as pessoas passeando, e fomos andando tranquilamente até o ponto de ônibus para ir para a estaçao de trem e dali voltar para casa.
Informaçoes praticas
Como chegar : trem à partir da estaçao Gare de Lyon, faça uma pesquisa de horarios no site do Transilien com partida de Paris Gare de Lyon e chegada em Fontainebleau-Avon (é dai' que vem o nome dos nossos cosméticos??).
Para realizar nosso passeio, num sabado, pegamos o trem das 9h19 para ir e o das 16h para voltar. A viagem é feita em 41 minutos.
A tarifa é 8,65 euros por trajeto. Para quem estiver fazendo turismo e estiver pensando em ir até la, ou por até Versalhes um outro dia, pode comprar o Paris-Visite zonas 1-5.
Uma vez em Fontainebleau, pegar o ônibus n°1, o ponto fica na frente da estaçao de trem, e descer na parada "Château / Castle" (depois de uns 10 minutos de trajeto). A parada fica quase em frente à entrada do castelo (pelo jardim). Os horarios do ônibus estao neste link. Sabado o ônibus passa de 30 em 30 minutos.
Para organizar a visita ao castelo : informaçoes no site oficial do castelo.
O preço da entrada para a visita livre é 11 euros, com o audioguia incluido. Para a visita das outras partes do museu ha' um complemento de tarifa à pagar. (Verifique antes no site do museu se ouve alguma modificaçao e para reduçoes e condiçoes particulares).
O restaurante : Le Caveau des Lys - 24 rue de Ferrare, Fontainebleau.
Telefone para reserva : 01 64 24 60 56
Existem um menu por 45 euros (entrada, prato, queijos, sobremesa). Nos fizemos nossos pedidos fora do menu pois nao iriamos comer tudo. Gastamos um pouco mais que o menu, mas comemos a quantidade comida que queriamos. Um ponto ineressante é que o restaurante propoe alguns vinhos à taça, entao cada um pode pedir um vinho diferente se nao quiserem pedir uma garrafa (uma garrafa é muito para nos dois, ja' se foi os tempos em que bebiamos uma garrafa de vinho e ainda pediamos mais hehehe).
O passeio que vou descrever pode ser feito sem a reduçao do passe Navigo, dou as informaoes de como chegar e quanto custa no final do post.
Nosso primeiro passeio para explorar a Ile de France foi uma ida à Fontainebleau para visitar o castelo e almoçar por la'. A motivaçao primeira deste passeio foi ir almoçar em algum lugar diferente e legal para comemorar o meu aniversario. Como gostamos de almoçar em bons restaurantes e que sabemos que existem muitos que sao bons fora de Paris, esta era uma oportunidade para unir o util ao agradavel. Resolvemos entao almoçar fora de Paris e ir passar o dia em um lugar onde se possa fazer um passeio cultural.
Fontainebleau é uma boa pedida, é uma cidade que corresponde aos critérios que coloquei acima. E' longe o suficiente de nossa casa, mas nao tao longe assim que ainda permite passar o dia passeando. digo isso, mas tem gente que mora por ali e vem trabalhar todos os dias dentro de Paris...
O passeio escolhido

Chegamos na cidadezinha, na estaçao de trem Fontanebleau-Avon (sera' que on ome da nossa marca de cosmétciso vem dai'?) pegamos o ônibus até o castelo. Fizemos um passeio ligeiro pelo jardim e entramos logo no castelo.
Uma parte do castelo de Fontainebleau pode ser visitada em visita livre, sem guia, sao os Grandes Apartamentos e o Museu Napoleao.
A outra parte so' pode ser visitada durante as visitas organizadas pelo museu com o guia local, sem reserva, ou acompanhado de um guia profisionnal independente que reservou um horario.
Para a visita organizada pela equipe do castelo é so' chegar um pouco antes da hora de uma visita guiada, o preço ja' esta' incluido na tarifa da entrada. Nesta época do ano existem dois horarios, um pela manha, às 10h e um outro à tarde, às 14h30. Estas visitas sao geralmente em francês.
Se nao quiser fazer a visita guiada ou chegar fora de hora, a compra da entrada da' direito ao audiofone para a visita livre. Ele é otimo. No inicio achei que faltava informaçao, mas no final das contas tem muita informaçao que esquecemos parte do que ouvimos.
A visita dos apartamentos seguindo o audioguia dura 2 horas. Foi o que fizemos. So' seguindo este pedaço da' para se ter uma otima visao geral do castelo e muitas informaçoes de historia da França.
Um pouco da visita
O Castelo de Fontainebleau foi evoluindo ao longo dos séculos desde a idade média. Hoje so' subsiste desta época (1137) uma torre medieval.
Os Grandes apartamentos apresentam os aposentos que foram de Francisco 1°, de seus sucessores, das rainhas, as ante-salas, as salas da guarda, sala de baile, lareiras magnificas, um quarto de uma amante transformado em escada, a Galeria de Diane, de 80 metros de comprimento e que servia de passeio para a rainha, ela tomava ar dentro do castelo (por isso que a realeza tinha sangue azul: nao tomava sol, eram branquinhos, entao as veias, azuis, se sobressaiam sobre a pele, em relaçao ao povo, que saia, trabalhava no campo e tinha entao a pele curtida), e que virou biblioteca depois, a sala do trono de Napoleao que tinha sido antes o quarto do rei Francisco 1°.
As fotos com flash nao sendo autorizadas e as salas nao sendo muito claras, nao tirei fotos do interior do castelo. O castelo pode ser "explorado" pelo site proprio.
Um pouco de historia
Contando uma rapida historia, o castelo começou a ser reconstruido à partir de 1528 pelo rei Francisco 1° (1494-1547) seguindo a corrente artistica da época o Renascimento. Ele voltou para a Ile de France depois do tempo que foi prisioneiro do rei Carlos Quinto (em 1525, ele ficou quase um ano preso depois da Batalha de Pavia). ele apreciava Fontainebleau para a caça na floresta. Ele entao criou alas, mandou fazer portas de inspiraçao italiana, mandou fazer a Bela Lareira, concebida pelo artista renacentista italiano Primaticcio.

A salamandra é um animal que faz parte do emblema e da devisa de Francisco 1°. Ela simbolisa geralmente o poder sobre o fogo, pois ela este resiste bem ao fogo. A devisa Nutrisco et extinguo (Alimento-me (do fogo) e extingo (o fogo)) leva todo o sentido quando a referência à esta particularidade da salamandra.
O proximo a fazer obras no castelo foi o Henrique II, o segundo filho do Francisco 1°, que sucedeu a seu irmao mais velho (que morreu sem deixar herdeiros).
Um ponto interessante de suas modificaçoes no castelo foi a nova decoraçao da Sala de Baile, com novas pinturas e como todos os reis, acrescentou sua insignia à decoraçao. Detalhe interessante, em alguns pontos da sala de baile, sua insignia, um H entrelaçado com meias luas, faz pensar que ele faz alusao à sua esposa, Catarina de Médicis, mas também à sua amante, Diane de Poitiers, pois o H entrelaçado lembra um C mas também um D...
Pequeno fato historico interessante : foi o Henrique II que enviou vice-almirante Nicolas Durand de Villegagnon instalar a colônia francesa no Rio de Janeiro. (Ver aquele castelinho meio esverdeado na Baia de Guanabara, proximo ao centro da cidade, a ilha de Villegagnon).
O seu sucessor, Henrique IV (1553-1610) também contribuiu muito para o desenvolvimento deste castelo. Ele construiu o patio Oval, na ala medieval, em frente à torre, acrescentou uma porta monumental, conhecida como a porta do batistério,onde seu filho Luis XIII foi batizado (a porta foi chamada assim depois do batizado).

Depois da visita, demos um passeio rapido pelo jardim. Nao fomos muito longe porque estavamos um pouco cansados e porque tinhamos feito reserva no restaurante!
Olhem a travessura da fonte num dos jardins : Diana a caçadora, também representaçao da amante de Henrique II, com seus cachorros. A agua escorre porque os cachorros estao fazendo xixi!!
O almoço
Haviamos reservado uma mesa para as 13h no restaurante Le Caveau des Lys. Por isso podiamos fazer a visita do castelo de manha.
Nosso interesse por este restaurante é que nos guias ele é apresentado como uma cozinha acima daquela dos bristrots, diferente daquela comida de restaurante para ir sempre. Uma particularidade do restaurante esta' no nome dele: ele fica situado em uma cave do século 17, ou seja no porao de um prédio. A decoraçao do local é sobria e achei estar sob as abobadas de pedra muito legal.
Almoçamos tranquilamente, nao haviam muitos clientes ao mesmo tempo que nos. Mas achamos que se estivesse cheio poderia ser barulhento.
Por um preço idêntico ao que pagamos, teriamos ido em um restaurante médio dentro de Paris. Este esta' situado em uma categoria acima dos padroes médios.
Nao nos decepcionamos com nossa escolha feita lendo opinioes na internet. Os pratos eram bonitos e apetitosos.
Adorei a decoraçao, era super criativa.


A disposiçao da comida, a decoraçao de folhas de espinafre, brotos de ervilha (para mudar do broto de bambu) estava otimo.
Nao tirei foto da sobremesa pois nao deu tempo : pedu um crumble de maça. Mesmo ele era orginal : veio em uma taça em forma de globo, transpasrente, com uma abertura claro. Nesta abertura havia uma tampa de chocolate, uma placa fica que a garçonette fez derreter quando entornou o caramelo quente por cima. So' de lembrar estou morrendo de vontade de comer de novo.
Depois, so' deu vontade de dar uma voltinha pela cidade, ver as pessoas passeando, e fomos andando tranquilamente até o ponto de ônibus para ir para a estaçao de trem e dali voltar para casa.
Informaçoes praticas

Para realizar nosso passeio, num sabado, pegamos o trem das 9h19 para ir e o das 16h para voltar. A viagem é feita em 41 minutos.
A tarifa é 8,65 euros por trajeto. Para quem estiver fazendo turismo e estiver pensando em ir até la, ou por até Versalhes um outro dia, pode comprar o Paris-Visite zonas 1-5.
Uma vez em Fontainebleau, pegar o ônibus n°1, o ponto fica na frente da estaçao de trem, e descer na parada "Château / Castle" (depois de uns 10 minutos de trajeto). A parada fica quase em frente à entrada do castelo (pelo jardim). Os horarios do ônibus estao neste link. Sabado o ônibus passa de 30 em 30 minutos.
Para organizar a visita ao castelo : informaçoes no site oficial do castelo.
O preço da entrada para a visita livre é 11 euros, com o audioguia incluido. Para a visita das outras partes do museu ha' um complemento de tarifa à pagar. (Verifique antes no site do museu se ouve alguma modificaçao e para reduçoes e condiçoes particulares).
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Cartao do restaurante |
Telefone para reserva : 01 64 24 60 56
Existem um menu por 45 euros (entrada, prato, queijos, sobremesa). Nos fizemos nossos pedidos fora do menu pois nao iriamos comer tudo. Gastamos um pouco mais que o menu, mas comemos a quantidade comida que queriamos. Um ponto ineressante é que o restaurante propoe alguns vinhos à taça, entao cada um pode pedir um vinho diferente se nao quiserem pedir uma garrafa (uma garrafa é muito para nos dois, ja' se foi os tempos em que bebiamos uma garrafa de vinho e ainda pediamos mais hehehe).
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Paris é um queijo
O subsolo de Paris é um queijo guyère!
Todo esburacado com as linhas do metrô.
A primeira linha de metrô foi construida para ser aberta no ano da Exposiçao Universal de 1900. E as entradas da época foram desenhadas pelo arquiteto Hector Guimard.
A rede aumenta continuamente, as linhas sao constantemente prolongadas para além dos limites da cidade de Paris.
A contabilidade de 2013 sao :
- 303 estaçoes
- 16 linhas (principalmente subterrâneas)
- 219,9 kilômetros de linhas
- estaçoes em geral proximas umas das outras (a distância entre cada estaçao é em média 550 metros, menos para a linha 14 onde a distância é de 1 km entre as estaçoes)
Quando eu cheguei na França no século passado, muitos trens do metrô ainda tinham pneus.... agora, as linhas 1 e 14 sao automaticas e altamente modernas. Em alguns trens d alinha 1 tem telas que indicam as paradas, a até a meteorologia (como ja' acontece em outras capitais européias).
De vez em quando estaçoes do metro de Paris aparecem em filmes.
Quem viu o filme Amélie Poulain viu a entrada estaçao Lamarck-Caulancourt (linha 12).
Todo esburacado com as linhas do metrô.
A primeira linha de metrô foi construida para ser aberta no ano da Exposiçao Universal de 1900. E as entradas da época foram desenhadas pelo arquiteto Hector Guimard.
A rede aumenta continuamente, as linhas sao constantemente prolongadas para além dos limites da cidade de Paris.
A contabilidade de 2013 sao :
- 303 estaçoes
- 16 linhas (principalmente subterrâneas)
- 219,9 kilômetros de linhas
- estaçoes em geral proximas umas das outras (a distância entre cada estaçao é em média 550 metros, menos para a linha 14 onde a distância é de 1 km entre as estaçoes)

De vez em quando estaçoes do metro de Paris aparecem em filmes.
Quem viu o filme Amélie Poulain viu a entrada estaçao Lamarck-Caulancourt (linha 12).
domingo, 31 de março de 2013
As entradas do metrô de Paris
As entradas do metrô de Paris, enfim o que resta do que foi construido no inicio do século 20, podem ser vistas em algumas entradas de estaçoes de Paris, na Porte Dauphine (linha 2, foto ao lado), em Montmarte (Abesses, linha 12).
Estas entradas foram criadas por Hector Guimard (1867-1942), um arquiteto francês principal representante do Art Nouveau na França.
As entradas do metrô parisiense foram criadas entre 1900-1903. Elas sao pequenos edifcios, ou descidas simples, sao estruturas modulares onde triunfa uma decoraçao vegetal estilisada.
A flora e a fana sao explorados nestes edificios. As inspiraçoes para a realizaçao sao caules, folhas, ou patas de insetos. Guimard transpôs a natureza em seu trabalho.
Entre 1888 e 1928 ele construiu varios edificios em Paris: encomendas de conhecidos, admiradores de seu trabalho, concursos que ganhava. A grande maioria dos edificios que ele criou e fez construir estao situados no arrondissement 16.
Guimard inovou na utilização de materiais, na concepção arquitetônica, no estilo decorativo. Cada obra pode ser considerada como um trabalho total: uma casa era concebida das fundações até as maçanetas das portas.
As entradas do metrô foram inscritas como patrimônio historico em 1978.
Gosto muito da obra, ou das obras, do Guimard. E morando em Paris tenho a sorte de tê-las à mao, o museu Guimard ao ar livre!
Vale a pena passear por Paris para aprecia-las.
Estas entradas foram criadas por Hector Guimard (1867-1942), um arquiteto francês principal representante do Art Nouveau na França.
As entradas do metrô parisiense foram criadas entre 1900-1903. Elas sao pequenos edifcios, ou descidas simples, sao estruturas modulares onde triunfa uma decoraçao vegetal estilisada.
A flora e a fana sao explorados nestes edificios. As inspiraçoes para a realizaçao sao caules, folhas, ou patas de insetos. Guimard transpôs a natureza em seu trabalho.
Entre 1888 e 1928 ele construiu varios edificios em Paris: encomendas de conhecidos, admiradores de seu trabalho, concursos que ganhava. A grande maioria dos edificios que ele criou e fez construir estao situados no arrondissement 16.
Guimard inovou na utilização de materiais, na concepção arquitetônica, no estilo decorativo. Cada obra pode ser considerada como um trabalho total: uma casa era concebida das fundações até as maçanetas das portas.
As entradas do metrô foram inscritas como patrimônio historico em 1978.
Gosto muito da obra, ou das obras, do Guimard. E morando em Paris tenho a sorte de tê-las à mao, o museu Guimard ao ar livre!
Vale a pena passear por Paris para aprecia-las.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Um dia à galope
Ha' 10 anos os Hipodromos de Auteuil e o de Longchamps organizam anualmente domingos portas abertas chamados Dimanches au galop (Domingos ao galope). Durante alguns domingos entre abril e maio é possivel entrar gratuitamente nos hipodromos, ver as corridas de cavalo do dia, apostar, tem animaçoes para as crianças (passeio de pônei) e muitas vezes muitas coisas mais.
Fui uma vez ha' quase 20 anos (puxa! o tempo passa!) com uma colega peruana do curso de francês. Nao era o domingo ao galope, devia ser um evento especial portas abertas, ou Dia do patrimônio. Nao me lembro mais, o alemao deve estar pegando...
Foi divertido : fizemos apostas escolhendo nossos campeoes pelos nomes dos cavalos, esse é mais bonito, entao ele vai ganhar. Vimos as corridas das arquibancas para o publico e nem consegui ver o "meu" cavalo correr. A experiência era tanta que até davamos conselhos...
Este ano sao os domingos de 7 de abril a 12 de maio, cada domingo num dos dois hipodromos.
Para comemorar este aniversario quatro domingos oferecerao eventos especias, para pequenos e grandes :
7 de abril - O cavalo faz cinema (Le cheval fait son cinéma) - Mario Luraschi e sua equipe recriam cenas de filmes
14 de abril - Pônei em todos os estados (Le poney dans tous ses états) - Os clubs de pônei da regiao se encontram e se confrontam e diferentes provas (potência, velocidade, ...)
28 de abril - O cavalo faz espetaculo (Le cheval fait son spectacle) - Numeros de espectaculo equino
12 de maio - Cavalo, historia e tradiçao francesa (Cheval, histoire et tradition française) - Os haras nacionais oferecerao um panorama das diferentes raças de cavalos e parelhagens.
Os eventos dos dias 7 e 28/4 me parecem bem interessantes. Vou me organizar para ir em um dos dois domingos. quem sabe nos dois?
Indo, depois publico fotos. Se alguém for, diga o que achou!
Informaçoes praticas:
7/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
14/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
21/4 - Auteuil - corrida com obstaculos
28/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
5/5 - Auteuil - corrida com obstaculos
12/5 - Longchamp - corrida em terreno plano
Acesso - principais acesso em transporte publico :
Metrô linha 10, estaçao Porte d'Auteuil, saida hipodromo. A entrada do hipodromo de Auteuil fica do outro lado da praça.
Para ir até o Longchamp, mesma parada, depois pegar um ônibus gratuito que leva até a entrada do hipodromo.
Onibus
Auteil : parada « Porte d’Auteuil » PC1, 52, 123, 241 (funcionam todos os dias)us les jours)
Longchamp : parada “Carrefour de Longchamp”, linha Maillot/Suresnes 244
Restauraçao - nos dois hipodromos é possivel fazer refeiçoes (um restaurante e uma brasserie no Longchamp, 3 restaurantes no Auteuil
Contudo no site é aconselhado levar seu lanche. Creio que este conselho deva ser levado em conta : como é portas abertas, os hipodromos devem encher muito e nao deve ser possivel garantir refeiçao para todo o povo nos restaurantes.
Indumentaria - Os organizadores aconselham também verificar a temperatura do dia para se vestir de acordo.
O France Galop também esta' no Facebook para quem quer seguir.
Fui uma vez ha' quase 20 anos (puxa! o tempo passa!) com uma colega peruana do curso de francês. Nao era o domingo ao galope, devia ser um evento especial portas abertas, ou Dia do patrimônio. Nao me lembro mais, o alemao deve estar pegando...
Foi divertido : fizemos apostas escolhendo nossos campeoes pelos nomes dos cavalos, esse é mais bonito, entao ele vai ganhar. Vimos as corridas das arquibancas para o publico e nem consegui ver o "meu" cavalo correr. A experiência era tanta que até davamos conselhos...
Este ano sao os domingos de 7 de abril a 12 de maio, cada domingo num dos dois hipodromos.
Para comemorar este aniversario quatro domingos oferecerao eventos especias, para pequenos e grandes :
7 de abril - O cavalo faz cinema (Le cheval fait son cinéma) - Mario Luraschi e sua equipe recriam cenas de filmes
14 de abril - Pônei em todos os estados (Le poney dans tous ses états) - Os clubs de pônei da regiao se encontram e se confrontam e diferentes provas (potência, velocidade, ...)
28 de abril - O cavalo faz espetaculo (Le cheval fait son spectacle) - Numeros de espectaculo equino
12 de maio - Cavalo, historia e tradiçao francesa (Cheval, histoire et tradition française) - Os haras nacionais oferecerao um panorama das diferentes raças de cavalos e parelhagens.
Os eventos dos dias 7 e 28/4 me parecem bem interessantes. Vou me organizar para ir em um dos dois domingos. quem sabe nos dois?
Indo, depois publico fotos. Se alguém for, diga o que achou!
Informaçoes praticas:
7/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
14/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
21/4 - Auteuil - corrida com obstaculos
28/4 - Longchamp - corrida em terreno plano
5/5 - Auteuil - corrida com obstaculos
12/5 - Longchamp - corrida em terreno plano
Acesso - principais acesso em transporte publico :
Metrô linha 10, estaçao Porte d'Auteuil, saida hipodromo. A entrada do hipodromo de Auteuil fica do outro lado da praça.
Para ir até o Longchamp, mesma parada, depois pegar um ônibus gratuito que leva até a entrada do hipodromo.
Onibus
Auteil : parada « Porte d’Auteuil » PC1, 52, 123, 241 (funcionam todos os dias)us les jours)
Longchamp : parada “Carrefour de Longchamp”, linha Maillot/Suresnes 244
Restauraçao - nos dois hipodromos é possivel fazer refeiçoes (um restaurante e uma brasserie no Longchamp, 3 restaurantes no Auteuil
Contudo no site é aconselhado levar seu lanche. Creio que este conselho deva ser levado em conta : como é portas abertas, os hipodromos devem encher muito e nao deve ser possivel garantir refeiçao para todo o povo nos restaurantes.
Indumentaria - Os organizadores aconselham também verificar a temperatura do dia para se vestir de acordo.
O France Galop também esta' no Facebook para quem quer seguir.
domingo, 24 de março de 2013
Diga-me qual é o seu titulo, e nao sei se direi quem es
Até a invençao dos Saloes de arte, no final do século 17 e inicio do século 18, as pinturas nao tinham titulo. A necessidade de colocar um titulo so' aparece porque o mercado de arte desponta, começam os catalogos e é entao necessario poder dar um nome às obras para que possam ser reconhecidas.
Isto quer dizer que os titulos das pinturas mais antigas sao na realidade acréscimos modernos.
Em geral os titulos sao o resultado de uma descriçao rapida do assunto do quadro ou uma descriçao resumida do que podemos ver no quadro.
Achar o titulo de um quadro religioso pode ser facil em alguns casos :
Anunciaçao, o momento onde o Anjo Gabriel anuncia à Virgem MAria que ela vai conceber o Cristo,
Pieta', a Virgem em geral sentada no chao, segurando em seus braços o cadaver de seu filho.
Os historiadores da arte criaram um vocabulario para designar certos tipos de pintura ou situaçoes num quadro.
Uma Madona é um figura da Virgem enquadrada a meio-corpo e figurada sozinha com o menino Jesus.
A Virgem com a criança vira uma Virgem em Majestade quando ela esta' sentada em um trono e rodeada por anjos e santos.
A vigem da humildade é quando ela esta' sentada no chao com o menino Jesus nos joelhos.
De uma outro maneira, um artista pode ter dado ele mesmo o titulo ao seu quadro para dar um significado.
Um titulo pode ter sido dado por causa de uma restriçao, para que a obra de um artista entre em uma categoria melhor. A uma certa época, as pinturas de paisagem e natureza morta sao menos bem cotadas que as pinturas religiosas.
A astucia dos pinturas de paisagem pode ser descrita com este exemplo : Nicolas Poussin foi um eximio paisagista. Mas para que seus quadros recebam a devida importância nos Saloes de pintura e escultura da época, em uma bela paisagem de campo, que toma mais de 80% do quadro, quando ele coloca um pequeno casal em um canto, um Adao e Eva, seu quadro de paisagem vira um quadro religioso apresentando Adao e Eva no paraiso terrestre.
?os tempos modernos os artistas tentam dominar a maneira como seus quadros sao chamados, criando eles mesmos os nomes de suas obras. As vezes esta escolha nao tem nenhuma evidência na explicaçao da obra ou do que ela representa para um simples observador que somos. E' so' observar e as vezes tentar compreender os titulos das obras durante uma exposiçao de arte moderna ou contemporânea. Deixo com vocês a pesquisa.
Isto quer dizer que os titulos das pinturas mais antigas sao na realidade acréscimos modernos.
Em geral os titulos sao o resultado de uma descriçao rapida do assunto do quadro ou uma descriçao resumida do que podemos ver no quadro.
Achar o titulo de um quadro religioso pode ser facil em alguns casos :
Anunciaçao, o momento onde o Anjo Gabriel anuncia à Virgem MAria que ela vai conceber o Cristo,
Pieta', a Virgem em geral sentada no chao, segurando em seus braços o cadaver de seu filho.
Os historiadores da arte criaram um vocabulario para designar certos tipos de pintura ou situaçoes num quadro.
Uma Madona é um figura da Virgem enquadrada a meio-corpo e figurada sozinha com o menino Jesus.
A Virgem com a criança vira uma Virgem em Majestade quando ela esta' sentada em um trono e rodeada por anjos e santos.
A vigem da humildade é quando ela esta' sentada no chao com o menino Jesus nos joelhos.
De uma outro maneira, um artista pode ter dado ele mesmo o titulo ao seu quadro para dar um significado.
Um titulo pode ter sido dado por causa de uma restriçao, para que a obra de um artista entre em uma categoria melhor. A uma certa época, as pinturas de paisagem e natureza morta sao menos bem cotadas que as pinturas religiosas.
A astucia dos pinturas de paisagem pode ser descrita com este exemplo : Nicolas Poussin foi um eximio paisagista. Mas para que seus quadros recebam a devida importância nos Saloes de pintura e escultura da época, em uma bela paisagem de campo, que toma mais de 80% do quadro, quando ele coloca um pequeno casal em um canto, um Adao e Eva, seu quadro de paisagem vira um quadro religioso apresentando Adao e Eva no paraiso terrestre.
?os tempos modernos os artistas tentam dominar a maneira como seus quadros sao chamados, criando eles mesmos os nomes de suas obras. As vezes esta escolha nao tem nenhuma evidência na explicaçao da obra ou do que ela representa para um simples observador que somos. E' so' observar e as vezes tentar compreender os titulos das obras durante uma exposiçao de arte moderna ou contemporânea. Deixo com vocês a pesquisa.
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