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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Museu do Louvre - Comemorando 220 anos

Vamos dar parabéns para ele !

1789. Revolução Francesa. Rei deposto, nobreza emigra, bens são tomados ouu deixados para trás nas residências e palácios. O governo revolucionário tem homens visionários em seu seio e não destrõem tudo o que foi deixado para trás.

 Em 1791 um decreto da Assembléia consacra o Louvre como um lugar para a « reunião de todos os monumentos das ciências et das artes ».

Em 10 de agosto de 1793 é aberto o Museu Central das Artes. Sob a tutela do Ministério do Interior, ele é administrado por artistas pintores, escultores e um arquiteto (Hubert Robert, Fragonard, Vincent, Pajou, Wailly). A entrada é gratuita e o espaço é aberto em prioridade aos artistas durante a semana e aberto ao público em geral durante os finais de semana.

As obras expostas são por sua maior parte pinturas oriundas das coleções reais apreendidas, ou bens de emigrantes que fugiram do país. O espaço do museu nesta época corresponde ao Salão Quadrado (Salon Carré) e à Grande Galeria.

Aos poucos as coleções aumentam e ocupam todos os espaços do palácio. A partir de 1798 pinturas italianas das coleções pontificais de Veneza chegam em Paris, assim como outras obras adquiridas durante das campanhas de Napoleão. Estas aquisições formam o Museu Napoleão que abre de 1802 até 1815.
Quando Napoleão é destituído este museu fecha após as nações que tiveram suas obras tomada vieram recuperar seus bens. O Museu central continuou aberto pois seu acervo eram obras do país (as tais conficasdas à partir de 1789).

Em 1800 para comemorar o golpe de Estado (18 Brumário) os apartamentos da Ana da Áustria recebem as esculturas da antiguidade. Foi o melhor lugar para colocá-las pois estas esculturas sendo muito pesadas, o único meio para expô-las era colocá-las no térreo, não haveria perigo de que o chão cedesse. Por sua localização no prédio esta parte torna-se a entrada do museu. Ficou situado ali até a construção da pirâmide (inaugurada em 1989).

Entre 1804 e 1811 diversas obras são realizadas para melhorar o museu inclusive uma nova maneira de iluminar a Grande Galeria fazendo-se aberturas ovais no teto e telhado da mesma para garantir uma iluminação zenital.

Durante os séculos 19 e 20 o museu continuou a aumentar e ter suas coleções enriquecidas por doações e aquisições. Era um conjunto de mini museus dentro de un grande museu.
As coleções egípcias fazem sua entrada em 1827, no museu Carlos X. Jean-François Champollion (1790-1832) o grande descobridor da tradução dos hieróglifos, é nomeado deste 1826 para dirigir e organizar as coleções egípcias. Em 1847 é inaugurado o museu Assírio dando origem assim o museu à arte islâmica que sera realmente aumentada e valorizada à partir de 1922 com a doação de uma coleção particular.
Uma grande coleção é adquirida em 1861, a Coleção Campana com mais de 11.000 objetos de arte entre pinturas, e obras da antiguidade com um destaque especial para a coleção de cerâmica grega.

A partir de 1882 o edifício é quase totalmente dedicado à cultura. O Ministério das Finanças fica ali instalado até 1989 (ocupando entre outros espaços os apartamentos de Napoleão III, parte do Pavillon de Flore).

O Museu das Artes Decorativas anexado ao Museu do Louvre é inaugurado em 1905 e foi criado impulsionado pelas exposições universais que aconteceram em Paris alguns anos antes.

Durante a Segunda Guerra Mundial as obras do museu foram tiradas do prédio, enviadas ao castelo de Chambord e depois despachadas em vários lugares da França. Durante a Ocupação, desde 1940, o Museu abriu suas portas, mesmo se encontrando vazio de suas coleções podia apresentar cópias e modelagens de obras.

Após a Segunda Guerra planos para reorganização do museu e regrupamento das obras de arte foram feitos. Assim em 1945 as coleções asiáticas são transferidas para o Museu Guimet.
A partir de 1947 um espaço dedicado ao Museu Impressionista é criado. Mas quando começou a faltar espaço, estas coleções foram transferidas em 1986 para um museu criado para recebê-las : o Museu d’Orsay.

De julho de 1983 até 1989 o Louvre passou por grandes obras, construção da pirâmide, a nova grande entrada, organização interna das salas, construção da área de lazer/compras e praça de alimentação.

Somente em 1993 o Museu passa sob a tutela do Ministério da Cultura o que lhe dá uma maior autonomia na sua gestão. Hoje em dia o museu é um espaço gigantesco, com obras de arte indo da antiguidade até 1914, abrangendo várias épocas e lugares do mundo. Também oferece exposições temporárias de âmbito internacional, ciclos de debates e de projeção de filmes.

Voltando um pouco no tempo... a Escola do Louvre funciona no palácio desde sua fundação em 1882. Desde 1972 a escola é situada no Pavilhão de Flora. Durante alguns anos os estudos estavam divididos entre o antigo anfiteatro situado no 34 Quai François Mitterand (onde comecei !), a biblioteca e uma outra sala de aula ficavam no Pavilhão de Flora e as aulas práticas diante das obras do museu (do Louvre ou en outros segundo a época estudada).
A partir de 1994 o novo anfiteatro foi inaugurado, amphithéatre Rohan, com entrada pelo Carrousel do Louvre (ou pelo 99, rue de Rivoli). A biblioteca mudou-se durante uns anos para um outro endereço dentro de Paris e depois voltou para Flora quando as novas instalações nesta ala Flora foram inauguradas em 1998.

Segundo uma estimação que podemos ler por aí pela internet, se vôce entrar hoje no Museu e ficar 5 meses sem sair, passando mais ou menos um minuto na frente de cada obra você talvez veja todas as obras expostas. Faltará a reserva do museu, que é uma mini cidade no subosolo do edifício e que comporta mais do que o dobro das obras expostas.



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

De onde vem o Louvre ?

Antes de ser o Museu do Louvre ele é um palácio real. Sua historia é ligada à história de Paris e o palácio evoluiu quase constantemente durante 800 anos.

O castelo começou a ser construido en 1190 sob Filipe II de França (1165-1223). Ele construiu um quadrilátero rodeado de fossas. Na época ainda não era castelo nem residência real, mas um arsenal, e pouco depois pavilhão de caça.

Mas por que o nome Louvre ?
Duas ou três hipóteses foram formuladas por estudiosos.

Uma delas diz que o lugar onde Filipe II de França decidiu construir a fortaleza era chamado em baixo latim Lupara. Este termo designa um lugar que acolhe as equipagens usadas para caçar o lobo. Em latim lupus significa lobo.

Uma outra hipótese indica que Lupara também poderia ser um nome de origem celta cujo sufixo ara designa córregos, pequenos rios, ou seja um lugar onde há passagem de água.
O Rio Sena nao está muito longe, não é ?

Enfim, mais uma outra hipótese é que a origem no nome Louvre vem do francês antigo lauer ou lower que significa « torre de observação ». Seria uma consequência da ocupação dos Francos povo de origem germânica que invadiu a Galia, a língua falada por eles era germânica e não latina. Nesta língua, a palavra leovar, lovar, lover, leower ou lower designaria castelo ou campo fortificado.

Ainda nãa há uma única versãa que coloque todos os historiadores de acordo.
enquanto eles se decidem, podemos ir dar uma conferida nos vestígios do prédio desta época podem ser visitados na ala Louvre Medieval. E alguns vestígios da muralha construída por Filipe II perto da Bastilha. Um bom passeio!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Iluminação de star: é ela, a Mona, a Monalisa!

© Wikipedia
Dia 4 de junho último a Monalisa ganhou uma nova iluminação. Nova e especial.

Uma iluminação em LED foi especialmente concebida pela Toshiba para iluminar essa moça.

Como a Liz Taylor tinha sua iluminação especial e específica (sim, estou me repetindo) para suas aparições nos filmes, a "Mona" agora tem a sua também.

Suas cores originais serão sublimadas e valorizadas com esta nova tecnologiq usando LED.Cores que não se viam mais, entre elles uns azuis da vida, vão ser visitons.
A intensidade da iluminação vai variar segundo a hora do dia.
A qualidade da iluminação été próxima da luz natural e a luz não pode esquentar para não danificar a obra.

Tenho que ir visitá-la em breve!

Up date: um artigo aqui (en). Foi a Toshiba a empresa que colocou os leds na Cour Carrée.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Meu anjo

Uma das razões que me levou a estudar história da arte é o fato de querer compreender os quadros que via nos museus.
Quando morava no Rio fui pouquíssimas vezes a museus, o que não é dificil pois não há tantos assim para serem visitados por lá, ou tanta variedade de assuntos como acontece aqui na Europa.

Nos meus três primeiros anos de Europa, passados entre Londres e Paris, há mas de 20 anos, fui em muitos museus, usei muito minha carteirinha de estudante e minha idade que dava muitos descontos e ia sempre passear. Como todo e qualquer estudante no mundo tinha poucos fundos e nunca podia pegar um audiofone para ouvir explicações.
Durante esta visitas ficava meio encucada porque achava tudo bonito, mas nem sempre compreendia a cena representada no quadro à minha frente.
Acabei entrando em um curso que me permitiria compreender aquilo que queria e muito mais.

Por isto,  decidi criar esta seção, Simbologia, para compartilhar este tipo de informação.

Começemos com os anjos. Eles são super fofos não é?

Pois então, quando os vemos em quadros nos museus eles podem ser de tipos diferentes e levar mensagens diferentes.

Anjos de tipos diferentes? Como assim Bial?

La Maestá , Cimabue, Museu do Louvre, 1270
A palavra anjo vem do grego "anguelos" que significa enviado. Os anjos são então os mensageiros de Deus e garantem a ligação entre o Céu e a Terra. São seres bem próximo a Deus e comunicam constantemente com Ele.
A hierarquia celeste indica a existência de 9 tipos de anjos : os Anjos, os Arcanjos, os Tronos, os Dominações, os Principados, os Potências, os Virtudes, os Queribins e os Serafins.
Em geral eles tem 2 anas, mas dois dentre estes 9 tipos tem mais asas : o Querubim tem 4 asas e o Sefarim tem 6.  Estes dois anjos são os ques estão no alto da hierarquia celeste.
Os Serafins tem 6 asas, um para cada dia da semana, que eles usam para louvar a Deus. O sétimo dia eles ficam silenciosos porque é o Sabbat que canta os hinos do Senhor.

Os Arcanjos ocupam um lugar diferente junto aos outros anjos porque defendem o Céu e a Terra contra os espíritos infernais. Por isso que em geral "ouvimos" falar mais deles, afinal o perigo está sempre presente.
Os arcanjos mais conhecidos são Gabriel, Miguel e Rafael. Tenho certeza que estes nomes lhe dizem alguma coisa.

Existem os ex-arcanjos também. O mais conhecido é Lúcifer,  anjo caído na origem do mundo porque desafiou Deus, queria ser maior e ter mais poder que o Criador. E m sua queda levou consigo outros anjos rebeldes. Ele é geralmente associado a Satã.

Cada anjo leva uma mensagem diferente : o Anjo da Anunciação, ele anuncia, seu nome já indica o que ele faz; o Anjo da Redençao, etc.

Em seu próximo passeio pelos museus parisienses quando vir quadros com cenas religiosas onde aparecem anjos, procure contar o número de asas. E pelo título do quadro muitas vezes você poderá identificar qual é o "trabalho" do anjo ali representado.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Resistindo à fuga de seu amor

Le verrou (antes de 1774, Museu do louvre)
Um quarto em desordem, uma mulher resiste sem muita convicçao à seu amante, que fecha com pressa o trinco da porta.

Um quadro de Jean-Honoré Fragonard (1732-1811), pintor romântico francês, que pintou cenas de historia, de gênero e paisagens.

O assunto deste quadro é um amante que impede uma mulher de sair do quarto. Mais da metade da cena esta' ocupada pela cama, quase toda envolvida por uma cortina vermelha. O canto da cama lembra o joelho de uma mulher, no amassado do travesseiro pode-se imaginar ou ver um seio feminino.
Nao se sabe muito bem se a cena de sexo ja' aconteceu ou se vai acontecer. O quarto esta' em desordem, como em geral fica depois do amor, mas o homem ainda esta' trancando a porta e impedindo a saida de sua amante.

A posiçao do homem fechando o trinco, segurando a mulher, o drapeado amarelho de seu vestido, a extremidade da cama formam um a diagonal até uma mesinha ao lado da cama onde repousa uma maça. Talvez a maça do pecado original.

A cadeira caida, de pernas para o ar, o vaso e as flores alusoes ao sexo feminino, o trinco, alusao ao sexo masculino, a cama um tanto quanto antropomorfica, a maça, um obra romântica cheia de simbolismo.

Este quadro é o pendente de uma outra obra do Fragonard, L'adoration des bergers. Os dois quadros sao complementares e de uma certa forma representam juntos a força do amor,  do desejo, e o seu pendente sua dimensao espiritual.